26 Novembro 2009

Show do Public Enemy adiado para dezembro!

Segue abaixo a nota que saiu no site da festa: http://www.festivalcerradovirtual.com.br


24 Novembro 2009

Public Enemy em Brasília dia 27/11, próxima sexta!



Pioneiro mundial do movimento rap/hip hop e na estrada desde 1982, o lendário grupo norte-americano Public Enemy estará pela primeira vez em Brasília como uma das atrações da sexta edição do Festival Cerrado Virtual – Arte, Música e Consciência Ambiental, que será realizado nos dias 27 e 28 de novembro (sexta e sábado), a partir das 19h, no estacionamento do estádio Mané Garrincha.
Com o núcleo principal formado por Chuck D, Professor Griff, Terminator X e Flavor Flav (que atualmente protagoniza um reality show transmitido no Brasil pelo canal VH1), o Public Enemy se apresentará com exclusividade no país dentro da primeira noite do evento (27/11), com show previsto para ter início as 23h.

Cerrado Virtual tem por objetivo reunir nomes de variadas tribos musicais, do rock, pop, rap/hip hop, black music, reggae e eletrônica, além de desenvolver intenso trabalho de conscientização ambiental em prol do cerrado, integrando o calendário de eventos das comemorações dos 50 anos de Brasília. A edição 2009 contará com megaestrutura, com mais de três mil metros quadrados de área coberta, dois túneis interligados, praça de alimentação, dois grandes palcos, tenda com DJs, decoração especial e telões com projeções sobre o cerrado.

São mais de 30 atrações, entre bandas, artistas solo e DJs locais, nacionais e internacionais, que se dividirão entre três espaços distintos: os palcos Cerrado Virtual e Tom Capone e a Tenda Mix. Entre os demais nomes do festival, estão O Rappa (RJ), Marcelo D2 (RJ), o projeto Instituto (SP) (em tributo a Tim Maia), Turbo Trio (RJ/SP) (com BNegão), Black Drawing Chalks (GO), Manjahro (DF), Tropa de Elite (DF), Jah Live (DF) e Soatá (DF),entre outros.

Na sexta-feira (27/11) ainda será realizada uma grande homenagem ao produtor e músico Tom Capone, morto em acidente de moto em setembro de 2004, logo após deixar a festa de premiação do Grammy Latino, em Los Angeles (EUA). A abertura do tributo ficará por conta da banda brasiliense Peter Perfeito (onde Tom foi guitarrista) tocando repertório próprio. Em seguida sobem ao palco Raimundos, Tico Santa Cruz (Detonautas) e Érika Martins (ex-Penélope). O encerramento do tributo será com O Rappa (veja serviço abaixo).

Cerrado Virtual também oferecerá atividades ao longo do dia, como as oficinas gratuitas ministradas pelo grupo Black Spin Breakers, que aproximará o público da filosofia hip hop em aula de dança que abrange conteúdos teóricos e práticos.

Consciência Ambiental

Realizado desde 2001, o Festival Cerrado Virtual - Arte, Música e Consciência Ambiental chega à sexta edição sempre com a preocupação em unir entretenimento e consciência sócio-ambiental, chamando a atenção para o Cerrado como reserva da biosfera e para um comportamento saudável, tanto no âmbito individual quanto global. As águas brasileiras drenam para oito grandes bacias hidrográficas e, dessas, seis nascem no Cerrado, o que justifica a preocupação da organização do evento com o plantio de árvores nativas em nascentes e em parques do nosso ecossistema.
Para isso será realizada a neutralização das emissões de gases produzidos pelo evento. As emissões serão contabilizadas e compensadas por meio do plantio de uma muda de árvore para cada pagante em áreas de reflorestamento e de mananciais hídricos ameaçados, com a participação do público do evento, que será convidado para esta ação. O lixo produzido também será coletado de maneira seletiva e encaminhado para reciclagem.


FESTIVAL CERRADO VIRTUAL - Arte, Música e Consciência Ambiental

Sexta-feira e sábado, dias 27 e 28 de novembro, a partir das 19h, no elevado do estacionamento do Mané Garrincha (Eixo Monumental). Festival com mais de 30 atrações em dois palcos + tenda mix.


Dia 27/11 - Public Enemy (EUA), Tributo a Tom Capone (com Peter Perfeito, Raimundos, Tico Santa Cruz, Érika Martins e O Rappa), A Muringa (DF), Black Drawing Chalks (GO), Manjahro (DF), Tropa de Elite (DF), Raiz Tribal (SP) e Surf Sessions (DF) + Tenda Mix com Diga How, Confronto Soundsystem e os DJs “A”, Angelo Martorell, Ice Sasaki, DJógenes, Twin Brain, Deivid DJ = Selecta Bruce Irie, Ceah & Disko Kid.
 

Dia 28/11 - Marcelo D2 (RJ), Instituto (SP) (tributo a Tim Maia), Farufyno (SP), Turbo Trio (RJ/SP) (com BNegão), Jah Live (DF), Na Lata (DF), Soatá (DF) e Roda na Banguela (DF) + Tenda Mix com Percussion Brothers, Viela 17, Batidão Sonoro e os DJs Vinney, Lucho, Vega, Glaubox, Jamaika e Maze One.
 

Ingressos*: R$ 20,00 (por dia) ou R$ 30,00 (passaporte para os dois dias) à venda nas lojas Mormaii (Brasília Shopping, Pontão do Lago Sul, Conjunto Nacional e Pátio Brasil), Pizzaria Dom Bosco (Taguatinga), Be Hard (109 Norte), Melodia (706 Norte) e DCE do UniCeuB (708/908 Norte).
 

Mais informações: www.festivalcerradovirtual.com.br
 

Classificação Indicativa: 16 anos

* Cada ingresso comprado garante o plantio de uma árvore no cerrado


Fonte: Movin' Up

23 Novembro 2009

Finalistas do concurso do novo logotipo do Loko do Cerrado!

Bom pessoal, confesso que foi bem difícil escolher somente 3 finalistas por isso resolvi abrir uma exceção de última hora e vou colocar na verdade 4 logotipos para disputarem a final. Vocês visitantes é que decidirão qual será a nova cara do blog e a partir de hoje poderão votar na sua imagem preferida na enquete no topo da página.
A votação se encerrará no dia 28/11/2009, próximo sábado, às 18:00 hrs. (horário de Brasília).
Clique nas imagens para visualizá-las em tamanho grande:

Imagem 1
loko0000000por  Casé


Imagem 2
Loko Do Cerrado Cabeçalho por André Barbus

 Imagem 3
lokodocerrado2 por Tiago Luis Silva

Imagem 4
loko_do_cerrado por Felipe (Escrita Hip Hop)

Vote agora clicando aqui!

20 Novembro 2009

FUNFARRA com Emicida hoje às 22 hrs. no Parque da Cidade!



19 Novembro 2009

Nego Dé no QG da Revolução Só Balanço!

nde2

Nego Dé, um dos rappers mais conceituados da cena no DF agora é mais um legítimo representante do QG da Revolução Só Balanço. Vai lançar uma mixtape agora em dezembro  e já está em estúdio gravando seu primeiro álbum solo com previsão de lançamento para o outono de 2010.

Desde o início da década de 90 é envolvido com a cultura Hip Hop, atuando com MC, palestrante e educador social. Sempre se destacou na cena pela sua performance e inflamados discursos durante suas apresentações.

O ex-líder do extinto grupo Falso Sistema, também fez parte do coletivo M.A.F.I.A. (Malucos Aliados Fudidamente Irritados com Alienação) e foi intérprete no grupo Aentidade.

Nego Dé contribuiu ativamente para a formação da identidade do Hip Hop no DF. Seu estilo próprio de compor e rimar, aliados a sua postura artística o faz ser considerado um dos maiores representantes da cultura Hip Hop no Centro-Oeste.

A convite do rapper GOG, participou de seu 1º DVD, Cartão Postal Bomba, lançado recentemente, apresentando-se ao lado de grandes nomes da música brasileira como Maria Rita, Lenine e Gérson King Combo.

Desenvolve trabalhos e projetos sociais voltados para jovens em situação de vulnerabilidade social através da Ong ACESSO. Sua equipe de correria é composta pelo rapper Granada e o DJ RCD.
nde

Baixe agora o mais novo trabalho do Nego Dé:



Artista: Nego Dé feat. Duck Jay
Título: Astro do Gueto
Produção: Duck Jay

Esse som será umas das faixas do álbum do coletivo de DJ's "Clã Sul", com o título de "Singela Homenagem", por se tratar de uma homenagem aos DJ's, um dos 4 elementos do Hip Hop.

Contatos:
grioproducoes@gmail.com
ialaaf@gmail.com
61 8571 4531 / 61 9111-5207

18 Novembro 2009

Bone Thugs N Harmony – D.O.A. (Remix)

bone

É rapa, o Bone tá de volta com sua formação original e mais forte do que nunca! A nós só resta esperar dia 22 de dezembro pra ver o resultado completo da reunião dos 5.

bone-thugs

O Flesh que estava preso desde antes do lançamento do segundo álbum do grupo saiu da cadeia a pouco tempo, foi preso de novo, voltou pra cadeia e saiu finalmente, pelo menos eu espero que não volte!"

bone_thugs_uni_5

Os caras já fizeram shows depois da saída do Flesh e já soltaram alguns novos sons, além do single do novo álbum que irei postar aqui em breve.

Por enquanto divirtam-se com esse vídeo dos 5 colocando voz no estúdio, fazendo uma versão da música D.O.A. do Jay-Z e aproveitem e baixem esse remix clicando em download.

Como disse o grande Eazy Kaos via twitter: “Pra quem é fã (tipo eu) é de encher os olhos!”:

 


 

Bone Thugs N Harmony - D.O.A. (Remix)

 

bone2

 

Siga no Twitter: @EazyKaos e @hiphoprapnews

Show do Dia da Consciência Negra em São Paulo!


Em 20 de novembro, a Praça da Sé será palco do Show do Dia da Consciência Negra. Além de festividades como missas e apresentação da Família Alcântara, a música tomará conta do local com shows de Kamau, Quinteto Em Branco e Preto, Luiz Melodia (foto) e Elza Soares.

O bloco Ilê Aiyê apresenta canções africanas e desfiles das rainhas da Noite da Beleza Negra. Em seguida, o rapper paulista Kamau convida o rapper brasiliense Gog e DJ King para assumir os picapes. O Quinteto Em Branco e Preto convida Dona Inag, Germano Mathias e Murilão para repertório dedicado exclusivamente ao samba, prestando homenagem à velha guarda do samba paulista.

Acompanhado por sua banda, Luiz Melodia sobe ao palco e apresenta grandes sucessos: Pérola Negra, Farrapo Humano, Magrelinha, Fadas, Estácio Holly Estácio, Estácio Eu e Você, entre outras. Elza Soares encerra a programação ao lado do saxofonista Thiago França, cantando clássicos do samba e da carreira, como Se Acaso Você Chegasse, Boato, Só Danço Samba, Cadeira Vazia, Aquarela Brasileira e Mulata Assanhada.

Foto: Divulgação / João Wainer

Local: Praça da Sé (INFORMAÇÕES)
Preço: Grátis.
Data: 20 de novembro de 2009.
Horário: Sexta, 13h.

17 Novembro 2009

Salt-N-Pepa - Greatest Hits (1991)

Cover

 

 

1. Push It
2. Expression (Brixton Bass Edit)
3. Independent (Independent Funk Vocal)
4. Shake Your Thang (It´s Your Thang)
5. Twist And Shout
6. Let´s Talk About Sex
7. I Like That
8. Tramp
9. Do You Want Me (Remix)
10. My Mic Sounds Nice
11. I´ll Take Your Man
12. I Gotcha
13. I Am Down
14. You Showed Me

Rapper britânico dos anos 80, Derek B morre aos 44 anos!


O rapper inglês Derek B, um dos principais nomes do hip hop britânico nos anos 80, morreu neste domingo (15), aos 44 anos, vítima de um ataque cardíaco, em Londres.

De acordo com o site do "New Musical Express", Derek Boland, nome real do rapper, foi levado a um hospital de Londres na manhã de domingo, mas os médicos não conseguiram ressuscitá-lo.

Derek B começou a carreira aos 15 anos de idade como DJ em Londres. Em meados dos anos 80, lançou singles como "Rock The Beat", "Good Groove" e "Get Down". Seu álbum de estreia "Bullet From a Gun", de 1988, ganhou edição brasileira na época.

Com o sucesso de seus singles, ele foi um dos primeiros rappers ingleses a participar do programa de TV "Top of The Pops", que no final da década de 80 dava pouco espaço para o hip hop.

 Fonte: UOL Música

16 Novembro 2009

Festival Consciência Hip Hop lança Programação 2009!


Entre os dias 05 e 06 de Dezembro deste ano, Cuiabá torna-se a capital do Hip Hop nacional. Trata-se da 5ª Edição do Festival Consciência Hip Hop, o maior do segmento da Região Centro Oeste. Serão dois dias de intensas atividades que vão desde oficinas, seminários, intervenções culturais, e é claro, os shows de Rap.

Os seminários prometem ótimos debates, especialmente no que tange a organização do Movimento Hip Hop no país. Artistas e produtores estarão em solo cuiabano para reunião ordinária da Frente Brasileira do Hip Hop, contando com a participação de 8 estados confirmados, além de diversos municípios do interior. Paralela a estas atividades acontecem ainda o Lançamento do Centro Esportivo Cultural CUFA no Bairro São João Del Rey, intervenções de grafite, oficinas de Dj e no período noturno os shows de rap.

Entre os dias 05 e 06 de Dezembro deste ano, Cuiabá torna-se a capital do Hip Hop nacional. Trata-se da 5ª Edição do Festival Consciência Hip Hop, o maior do segmento da Região Centro Oeste. Serão dois dias de intensas atividades que vão desde oficinas, seminários, intervenções culturais, e é claro, os shows de Rap.

Os seminários prometem ótimos debates, especialmente no que tange a organização do Movimento Hip Hop no país. Artistas e produtores estarão em solo cuiabano para reunião ordinária da Frente Brasileira do Hip Hop, contando com a participação de 8 estados confirmados, além de diversos municípios do interior. Paralela a estas atividades acontecem ainda o Lançamento do Centro Esportivo Cultural CUFA no Bairro São João Del Rey, intervenções de grafite, oficinas de Dj e no período noturno os shows de rap.

O Seminário da Frente Brasileira do Hip Hop iniciarão as atividades no período vespertino, com o debate “Comunicação no Hip Hop” às 13 horas. Nesta, Rodrigo Palerosi, do Núcleo Cooperativo de Comunicação e Cultura Massa Coletiva (São Carlos - SP) e Ahmad Jarrah, da CUFA serão os mediadores do debate.

Em seguida, as 16 horas, a “Circulação na Cadeia Produtiva no Hip Hop”, será o tema em questão, cujo debate será mediado pelo rapper Linha Dura da CUFA. Outro tema ser discutido será o de “Sustentabilidade no Hip Hop”, o qual acontecerá no domingo as 16 horas, e será mediado pelo Coordenador do Espaço Cubo Pablo Capilé. A programação conta ainda com oficina de Dj, com os Dj’s Gio (MS) e Magão.

Confira a Programação de Shows:

05/12 - Sábado

19:00h - MANO CARECA (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop


19:50h - WESLEY DUGUETO (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop

20:15h - FASE TERMINAL (MS) http://www.myspace.com/faseterminal


21:15h - FUNGOS FUNK (SP) http://www.myspace.com/fungosfunk


22:25h - ATAQUE BELIZ (DF) http://www.myspace.com/ataquebeliz

06/12 – Domingo

18:30h – CONTROVERSIA (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop

18:55h – ALTOS E MAIXOS (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop

19:20h – DEMOSNTRO (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop

19:45h – ERICK FLOW MAN (GO) http://www.myspace.com/erickflowman

20:20h – CARCARA NA VIAGEM (RN) http://www.myspace.com/carcaranaviagem

20:55h – ARCANJO (SP) http://www.myspace.com/arcanjoras

21:30h – FREE MIND (MT) http://www.myspace.com/conscienciahiphop

21:45h - LINHA DURA (MT) http://www.myspace.com/linhadura

Cultura Hip Hop no cinema!

Rio - Rap, grafite, hip hop... Hutúz 2009. Para comemorar os 10 anos de um dos maiores eventos voltados para o ritmo nascido dos guetos, começa hoje, no Cine Odeon, o Hutúz Filme Festival, a R$ 4. A mostra, em cartaz até quinta-feira, reúne 22 longas com temas que falam de música, dança e cultura hip hop.

"O festival é bastante diversificado e apresenta lançamentos e produções que fazem parte da história hip hop”, explica Isabela Reis, uma das curadoras da mostra. Entre os destaques, está o filme ‘Sabotage’, que conta a vida de Mauro Mateus, rapper paulistano assassinado em 2003.

Nesta segunda-feira, às 19h, será exibido o documentário ‘Selva de Pedra — A Fortaleza Noiada’, dirigido por Preto Zezé, que dará uma palestra no final da sessão. Mas não para por aí.

“Vão ter apresentações de dança na Cinelândia e grafite no paredão do Cine Odeon”, adianta Isabela.

Fonte: O Dia

Bone Thugs N Harmony - Eternal Struggle (Bootleg) (2009)

Cover

 

 

1. Struggle Ft. Petey Pablo
2. Let Ya Self Go
3. My Dolla Bills
4. No Mas
5. See Me Shine
6. Wildin
7. Bone Thug Boys
8. I Aint Satisfied
9. Thankful Ft. Stevie Wonder
10. The Game Aint Ready
11. For The OG's Ft. Chamillionaire
12. Keep Grindin'
13. You Hold Me Down Ft. Jodeci
14. Wanna Ride
15. D.O.A. Freestyle
16. Xtra, Xtra
17. U Know U Like It
18. Summer Love
19. Ring Me

Esse aí é um álbum Bootleg, ou seja, não é um álbum oficial, mas ficou muito bom. A assessoria de imprensa do Bone Thugs N Harmony declarou que o tão esperado álbum do grupo, com a volta de Flesh Bone, será lançado dia 22 de dezembro agora. Enquanto ele não sai vamos matando a vontade ouvindo esse mesmo!

Premonition - Ambitions (2004)

Cover

 

 

1. She's All That feat. Big Dogg
2. Imma Get Mine
3. Music Makes Me High feat. Big Dogg
4. Everynow and Then feat. Big Dog
5. Ill Cut You up feat. Sohigh, Prime Toons
6. Ambitions
7. Freaky B**Ches feat. Jmg & Phenom
8. Momma Dont Cry
9. I Love La
10. For You Haters feat Sinek
11. Warrior feat. Lyrical Assasins
12. 2 of the Best feat Sinek
13. Pimp Out Playa feat. Lil Capo
14. Steady Tripping

15 Novembro 2009

MC Ren - Renincarnated (2009)

Cover 

1. Renincarnated
2. Knockem Out The Box
3. Showtime
4. Down For Whatever
5. West Coastin
6. Villainist Tales
7. Shootin The Shit A Lil Bit
8. Black Star Line
9. Return Of The Villain
10. V-Funk

Tech N9ne - K.O.D. (2009)

Cover

 

 

1. Show Me A God
2. The Warning
3. Demons (Feat. Three 6 Mafia)
4. Blackened The Sun
5. Strange Music Box (Feat. Brotha Lynch Hung & Krizz Kaliko)
6. Sundae
7. Check Yo Temperature (Feat. Sundae & T-Nutty)
8. B. Boy (Feat. Big Scoob, Bumpy Knuckles, Kutt Calhoun & Skatterman)
9. Hunterish (Feat. Irv Da Phenom & Krizz Kaliko)
10. The Pick Up
11. In The Trunk
12. Pinocchiho
13. Horns (Feat. King Gordy & Prozak)
14. Interview With Jason Whitlock
15. It Was An Accident (Feat. Alan Wayne)
16. Shadows On The Road
17. Low
18. Messages
19. Killing You
20. Leave Me Alone
21. Prayer – By Brother K.T.
22. K.O.D. (Feat. Mackenzie O’Guin)
23. The Martini (Feat. Krizz Kaliko)

Bonus Track

24. F.U.N

Tech N9ne Presents Big Scoob - Monsterifik (2009)

Cover

 

 

1. Drafted Intro (Skit) 
2. Big Fella 
3. Bet I Don't (Ft. Txx Will & B Legit) 
4. Real Nigga 
5. Monsterifik (Ft. Krizz Kaliko & Tech N9ne) 
6. Don't Get Stompt (Ft. Tech N9ne) 
7. Take Aim 03:18
8. Bring It 2 Tha Table (Ft. Skatterman) 
9. Only Know Hard (Ft. 8 Ball, MJG & Krizz Kaliko) 
10. Breathe Again (Ft. Irv Da Phenom) 
11. Brand New Day (Ft. Krizz Kaliko) 
12. Reflecktions (Ft. Krizz Kaliko)
13. D-Boy (Ft. Krizz Kaliko) 03:32
14. Street Life (Ft. Mr. Whitebear, Txx Will & Krizz Kaliko) 
15. Let Me Holla At Cha (Ft. Krizz Kaliko & Kutt Calhoun) 
16. Doe Doe Doe (Ft. J Richter, Boogie Man & 1ton) 
17. Salue (Ft. Tech N9ne) 
18. Stik @ Move
(Ft. Tech N9ne, Krizz Kaliko, Txx Will & Mr. Whitebear)
19. How We Party 
20. Drafted Outro (Skit)

Artistas da cidade cobram políticas públicas e reclamam do preconceito que enfrentam!

Por Izabel Toscano

Reconhecimento e respeito. São duas palavras cravadas na bandeira empunhada pelos artistas negros. Não importa onde eles nasceram. De onde vieram. O fato é que com cabelos trançados, soltos ou revoltos, sorriso rasgado e gingado inconfundível eles se encontraram no Distrito Federal. E aqui lutam para manter vivas suas tradições e estilos. Eles usam armas de grande alcance que atingem direto corações e mentes das pessoas: música cantada com batuque e rimas; cores que ensinam nos muros e telas; letras que viram versos e orações. "Cultura negra é cultura brasileira", brada orgulhoso Carlos Pacheco, pesquisador da música afro-brasileira.

"O Dia da Consciência Negra deveria ser feriado aqui como é em tantas cidades do Brasil", diz GOG, rapper


Nos últimos dias, palestras e eventos culturais vêm ganhando força no Distrito Federal e no país por conta do Dia Nacional da Consciência Negra, na próxima sexta-feira. Mas para artistas, músicos, escritores e pesquisadores, todo dia é dia da cultura negra também.

"A arte negra tem sido uma referência ambivalente. Ao mesmo tempo em que é enaltecida pela militância como forma de resgate dos valores negros, também é apropriada pela indústria cultural, a qual cria a falsa ideia de que o consumo de bens culturais dos negros legitima a 'democracia racial'", destaca Nelson Olokofá Inocêncio, professor do instituto de artes e coordenador do núcleo de estudos afro-brasileiros da Universidade de Brasília (UnB), no livro Consciência Negra em Cartaz.

"O Dia da Consciência Negra deveria ser feriado aqui como é em tantas cidades do Brasil (apenas 360 dos 5,5 mil municípios). Não existem políticas públicas para incentivar nossa arte", disse Genival Oliveira Gonçalves, o rapper GOG. Para ele, os espaços culturais de Brasília ainda são preconceituosos. "São concedidos, mas não com respeito. Não temos teatros nas cidades do DF. Tudo é no Plano Piloto. Não temos apoio financeiro", lembrou GOG.

"Necessidade"

A coordenadora do Movimento Negro Unificado no DF, Jacira da Silva, reforça: "A cultura negra é questão de necessidade básica. É entretenimento, educação e conscientização. A falta de espaço é fruto do racismo, de achar que o que vem do afro é exótico. Queremos apresentações com contrato, pagamento em dia e editais específicos", reclama.

Carioca radicada em Brasília desde 1990, Cristiane Sobral foi a primeira negra a se formar em bacharelado em interpretação teatral da Universidade de Brasília (UnB), em 1998. Tornou-se professora e montou o grupo Cabeça Feita, há 10 anos, com atores negros e mestiços.

"Eu procurava uma dramaturgia sem fazer o estereótipo: o negro sempre aparecia como escravo e a mulher como símbolo sexual. Eu queria um espaço onde não se teria cor." O grupo rodou o país e fez temporadas em Angola. Justamente o que a cantora Ellen Oléria lamenta: "A cidade tem músicos, instrumentistas e artistas negros incríveis. Mas, são reconhecidos só lá fora."

O tema também impulsionou o professor Carlos Pacheco, que foi regente da Orquestra Sinfônica de Goiás, a pesquisar a música negra. "Vi que a verdadeira música brasileira estava se distanciando da origem, negra e indígena, restando apenas influências europeias e norte-americanas", avalia.

O jovem rapper

Anderson Carlos Cardoso Medeiros tem 15 anos e é aluno da 5ª série do Centro de Ensino Fundamental 3 de Taguatinga, mas o rap que entoa é de uma sinceridade lancinante. Sinceridade, sobretudo, de um jovem conhecedor das mazelas sociais que afetam a raça negra.

Ele se aproximou da música depois que fez um curso a pedido da mãe. "Eu nem curtia rap, mas um professor pediu para eu fazer. Escrevi sobre meu padrasto e minha mãe, que às vezes brigavam", conta. Daí a participar da coletânea Tudo que fizeres ao adolescente III, com os alunos da Granja das Oliveiras, foi um pulo.

Em seguida, o pequeno rapper compôs Todo negro tem o seu valor, em que cita o mítico ex-presidente sul-africano Nelson Mandela. "Fiz para o Dia da Consciência Negra", explica. A bisavó Luiza Fonseca orgulha-se: "Ele está iniciando. Mas espero que dê certo, porque a música tem sido boa pra ele".

Todo negro tem o seu valor

"Abertamente eu vou falando pra você, parar e pensar,
porque os negros não conseguem um bom lugar
é só você olhar nas notícias dos jornais
o sofrimento de Nelson Mandela nos musicais (%u2026)
(%u2026) Não julgueis para que não sejas julgado
Por que quem julga, tem um conceito errado.
Por esse quadro, esse recado, para que no futuro os meus filhos não sejam maltratados"

Cultura na raça

Para além das fronteiras do DF, a cultura afro-brasileira borbulha, é tema de debates e encontros. Mas, assim como na capital do país, ainda continua restrita a grupos do movimento negro. "Já temos ações afirmativas, movimentos artísticos e culturais. Temos que mostrar a nossa cara. Mas é preciso que a sociedade também entenda a importância dos negros para a nação", afirma Vera Veronika, pedagoga e presidente da organização não-governamental Acesso, que trata da questão racial e da cultura hip-hop.

Exemplos expressivos de arte negra no país não faltam. As letras contundentes, enérgicas e fatalistas do rap, os movimentos arriscados e velozes dos dançarinos e a vitalidade dos DJs. Elementos do hip-hop e da cultura afro-brasileira que se expandiram. Mas se engana quem pensa que as manifestações artísticas da raça negra se limitam a isso.

Nelson Maca, professor de literatura brasileira na Universidade Católica de Salvador e membro do grupo de hip-hop Blackitude, explica que os movimentos culturais negros buscam independência estética e integração social. "O hip-hop consegue equilibrar arte e contestação. Porém, não tem como fazer arte sem integrar o negro na sociedade. Por isso, nos expressamos sempre de maneira combativa, engajada", explica.

A dramaticidade e o ritmo notórios do rap também aparecem com vivacidade na literatura. "A poesia negra está num momento espetacular. Temos os baianos José Carlos Limeira e Landê Onawale e o carioca Éle Semog, por exemplo, atuantes em saraus. Minha maior aposta para a nossa arte é na poesia. É acessível e traz um discurso assertivo, mais direto", destaca. No teatro brasileiro, nomes como a gaúcha Vera Lopes, do grupo Caixa Preta; e Ângelo Flávio, diretor da companhia teatral baiana Abdias Nascimento, mostram a força da dramaturgia.

Educação cultural

Vera Veronika, do grupo Acesso, mora em Valparaíso de Goiás e de lá milita pela implantação da Lei nº 10.639/03 na educação formal, em Brasília. Apesar de legitimada, a lei estabelece que instituições de ensino fundamental e médio implantem no currículo escolar a história e cultura afro-brasileira. O que ainda não ocorre na maioria das escolas.

"No Dia da Consciência Negra, o aluno consegue entender a nossa parcela, que está sem voz, que não consegue atingir a todos. Infelizmente, o dia só é lembrado quando chegamos nos meses de outubro e novembro. Para nós, negros, a data é lembrada todos os dias", lembra Vera.

Para a pedagoga, os movimentos artísticos e culturais têm ajudado na afirmação da cultura afro no Brasil. Em contrapartida, constata com desânimo que ainda existe racismo em um país de tanta diversidade. "A mídia não legitima nossos movimentos, porque falar que o Brasil é racista não dá lucro. Ser mestre em educação não é fácil. Comecei cantando rap, uma linguagem que nos dá liberdade de expressarmos nosso protesto. Ainda assim, enfrento resistência e preconceito para revalidar meu mestrado feito na Espanha aqui em Brasília", lamenta.

Contra a fome

A Acesso atua em Brasília e no Entorno sob demanda e não possui sede própria. De amanhã até 16 de dezembro, a organização promove a iniciativa DJs contra a fome. A arrecadação de alimentos passará por seis instituições de ensino (duas escolas públicas, duas particulares e duas instituições de Ensino Superior). Atualmente, o grupo elabora uma cartilha sobre a Lei nº 10.639/03, que será destinada a professores de ensino fundamental e médio.

Para saber mais

Resistência


Zumbi foi o grande líder do maior e mais duradouro núcleo de resistência negra à opressão colonial - o Quilombo dos Palmares. Ele foi o último chefe do abrigo de negros, brancos pobres, índios e mestiços que chegou a ter cerca de 20 mil habitantes. Em 1694, o quilombo começou a ser destruído.

O líder teria sido morto em 20 de novembro de 1695. Por isso, e para lembrar a resistência do negro à escravidão, o movimento negro instituiu, em 1971, a data como sendo o Dia Nacional da Consciência Negra, em confronto ao 13 de Maio, Dia da Abolição da Escravatura, assinada pela princesa Isabel em 1888.

Artigos

Entre usos e abusos

» Nelson Olokofá

Compreender as artes negras no Brasil requer certa habilidade no sentido de saber lidar com o conjunto de significações que estão às suas voltas. É necessário interpretar os usos e abusos que se estabelecem em relação às performances negras a depender dos interesses envolvidos.

Já são velhas e conhecidas as estratégias desenvolvidas, por exemplo, para mascarar ou minimizar as tensões existentes entre negros e brancos no país. No processo de afirmação do mito da democracia racial estão implícitas algumas práticas, alguns usos abusivos das culturas negras com o intuito de justificar uma pretensa harmonia, apesar das desigualdades materiais e simbólicas.

É o que ocorre com a música negra, com as danças e outros eventos. A crença de que somos uma sociedade bem resolvida no que concerne às relações raciais constantemente encontra respaldo em afirmações corriqueiras. Se brancos participam das culturas negras, desfilam em escolas de samba, jogam capoeira, logo tudo isto evidencia que não possuímos qualquer problema nesta seara.

Podemos entender isso também como um sofisma, pois o fato concreto de termos pessoas brancas vinculadas a determinadas agremiações afro-brasileiras não elimina as contradições do cotidiano. Não é necessariamente o fato de gostar do trabalho de uma Clementina de Jesus, de uma Ruth de Souza, de um Heitor dos Prazeres que torna uma pessoa menos contaminada pelo racismo. Para superar o racismo é preciso enfrentá-lo coletivamente. Esta é uma outra perspectiva.

Sem querer reduzir o tema a polarizações creio que o fundamental é nos questionarmos sobre os usos e abusos das artes negras, para além do olhar ingênuo.

Nelson Olokofá Inocencio é professor do Instituto de Artes e
coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UnB

História esquecida

» Patricia Lira Ahualli

Brasil, que país é esse que discrimina a sua própria origem e não valoriza sua cultura? Brasileiro adora feijoada, gosta de samba, pagode e axé. Tombou-se o acarajé como patrimônio cultural do Brasil, orgulha-se do carnaval com suas lindas fantasias, trabalhadas muitas vezes com miçangas, palha-da-costa, ala das baianas, baterias...

De onde surgiu tudo isso? Quantos conhecem a história do samba que nasceu nos fundos dos terreiros de candomblé com seus atabaques e agogôs, instrumentos utilizados para invocar os orixás? As pessoas comem acarajé e não sabem que ele é uma comida oferecida para o orixá Iansã.

Qual a origem da dança afro, da capoeira, do maculelê ? Muitas vezes a intolerância, a discriminação racial, religiosa e cultural dão-se em função da falta de conhecimento das manifestações culturais e religiosas. E o que está sendo feito para mudar este contexto?

Em Brasília, capital do Brasil que deveria ser exemplo de valorização e respeito à cultura nacional, terreiros são demolidos sem explicação alguma. Ações efetivas para o cumprimento da Lei nº 10.639, que trata da inclusão do ensino de história da África e da cultura afro-brasileira nas escolas, são pouco visíveis ou invisíveis.

Algumas iniciativas isoladas são ainda incipientes e subsidiadas pelo governo federal. É por meio da cultura, da educação que um país pode transformar sua história. Acorda, Brasília! Fica esperto, Brasil!

Patricia Lira Ahualli é integrante do Centro de
Integração Afro-Brasileiro e iyáegbé da casa Ile Axé Idá Wurá




O professor e pesquisador de música negra, Carlos Pacheco, fala sobre música e arte negra no Brasil



A cantora Ellen Oléria avalia o cenário da cultura negra no DF



Ouça a música Todo negro tem o seu valor com Anderson Medeiros



A coordenadora do Movimento Negro Unificado no DF, Jacira da Silva, fala sobre o Dia Nacional da Consciência Negra



Fonte: Correio Brasiliense

13 Novembro 2009

Lançamento: Aborígine - Dia e noite. Dia açoite. Noite fria!



O Sarau Samambaia Poética é um projeto que vem sendo gerado há algum tempo. A proposta é que os grupos de Rap declamem suas canções e que o público possa debatê-las.

Neste primeiro momento a música fala mais alto e acontecerá o lançamento do CD 'Aborígine - Dia e noite. Dia açoite. Noite fria.' com participação de Poetas e do repentista Damião Ramos.

Uma noite pra ficar na história de Samambaia, periferia no Distrito Federal. Um encontro entre poesia matuta e literatura marginal.

O CD será vendido a 6,00 R$, e o mesmo acontecerá em frente a casa do Rapper, em uma grande celebração com a comunidade.

O Sarau, com excessão do primeiro, sempre será realizado no 1° sábado de cada mês. Para janeiro já está previsto a mostra e debate do vídeo "Ilha das Flores", Poeta Luiz Vieira, grupos teatrais e Rapper's locais.

Informações, acesse: www.samambaiapoetica.blogspot.com

Realização: Coletivo Hip Hop ArtSam e Aborígine 
_____

É rap de qualidade! Compareçam!

11 Novembro 2009

Entrevista e som inédito do MC RAPadura!

Segue a entrevista realizada pelos blogs Vanguarda do Rap Nacional e Escrita Hip Hop com o RAPadura, esse MC da nova safra do Rap Nacional, extremamente talentoso, que o Brasil conheceu através do grande GOG e que eu já conhecia há mais tempo. Sim, já tive o prazer de ver esse mano criar, compor, produzir, rimar, batalhar, enfim, eu já vi de perto o talento desse mano e sei do que ele é capaz.

A entrevista tá muito boa e o som do mano, sem comentários, baixem e pirem no som!
Salve RAPadura!

Steel t.c.c. Loko do Cerrado

"Entrevista e som inédito do MC RAPadura!


Salve rapaziada, nós do Escrita junto com os parceiros do Vanguarda do Rap Nacional realizamos uma entrevista com o MC RAPadura.
Com perguntas relacionadas a preconceito, atualidades, sobre o seu novo trabalho a FITA EMBOLADA DO ENGENHO, ETC. RAPadura mostra atitude, personalidade e talento, leiam:



VDRN-EHH: Em um trecho desse som você cita “tive que correr mais que vocês para alcançar minha vez”. Sabendo das tantas dificuldades que o nordeste sofre, nos diga como esta sendo superar o pouco desenvolvimento econômico e tecnológico da região, e fazer uma música de qualidade e inovadora?

RAPadura: Cabra, arrente já nasce abraçado a um cabo de uma enxada tendo ela como companheira pra tudo, é pouco tempo de colo e o resto da vida no solo, arrente aprende desde cedo que se chorar com a surra apanha mais ainda, isso acaba nos tornando mais duros e consistentes, mais rápidos e precisos pra não ter que apanhar da vida, e não ter que fazer todo o trabalho de novo. Numa região onde não se tem tanta tecnologia e não se tem uma economia de base forte o que fazemos é unir forças entre nós mesmos, nos organizamos e nos completamos nos espaços vagos. Se o que tenho são minhas mãos e minha enxada e eles tem tratores e cavalos, o que fazemos é nos organizar e unir nossas mãos e enxadas para que possamos arar o terreno em menos tempo possível, plantar boas sementes extraídas da própria terra e ter uma ótima colheita de cultura popular brasileira. Eles tem as máquinas e nós temos as mãos, eles tem os computadores e arrente a criatividade, eles tem os botões e nós temos as vozes e os violões. Por que temos que correr 3 ou 4 vezes mais que eles pra alcançar a mesma meta? Por que estamos nos interiores, nos sertões e eles já estão em cima da serra, na cidade. Mais isso agora vai mudar por que esse povo todo do interior cansou de ficar em baixo e vai tomar de vez esse lugar no topo que sempre foi seu por direito,oxeee.

VDRN-EHH: Muitos ainda não sabem o motivo do nome “rapadura”. Explique o por quê desse nome?

RAPadura: Quando me fazem essa pergunta eu costumo dizer que é por que “sou doce mais num sou mole” e ai caboco se dana na risada, risadas!
Esse nome “rapadura” veio quando eu jogava bola nos campinhos de terra com meus amigos,toda vez que eu chegava do campo pegava um pote de rapadura e sentava no meio fio pra comer e ai todo mundo que passava fica falando,esse ai gosta de rapadura visse? Nunca vi desse jeito.e meus amigos começaram a falar (e ai rapadura? Beleza Rapadura? Me zoando, srsrs.) E acabou ficando inté hj.

VDRN-EHH: A cana de açúcar é um dos principais produtos agrícolas do Brasil, reconhecida e de interesse internacional devido ser a principal matéria prima do etanol. E é no nordeste onde se concentra grande parte da produção da cana de açúcar, produzido principalmente por alagoas, seguido por Pernambuco e Paraíba. Diante de tanta produtividade, infelizmente o nordeste ainda é a região com maior nível de pobreza. Qual sua opinião sobre isso?

RAPadura: Mãos pobres sempre sustentaram calcanhares ricos!
Quando um país não investe na cultura do seu povo acaba arrancando suas raízes e braços orgânicos e implantando matrizes de traços mecânicos. Acaba por robotizar sentimentos, pensamentos e padronizando inté mesmo simples gestos. Ao invés de filhos tem escravos e ao invés de um povo tem empregados. A mão de obra barata é explorada inté hoje não só na produção de cana de açúcar, mais também nos cizais, usinas e fábricas de tijolos e telhas industriais. Crianças que poderiam estar estudando estão trabalhando e passando instantaneamente para a fase adulta prematura sem saber o que é infância. (O melhor do Brasil é o brasileiro) se isso fosse levado mesmo a sério não existiria tanta desigualdade neste país!
Um país que não investe na sua educação e nem na sua cultura é um país que se mata pouco a pouco, dia após dia.

VDRN-EHH: O nome "fita embolada do engenho" nada mais é do que seguir as suas raízes, sua cultura e usar um termo que é nosso, ao contrário da mixtape, que é americanizada. Você acha que o rap nacional está sem identidade, está se preocupando muito com o rap gringo e esquecendo suas raízes?

RAPadura: Na verdade cabra, vou te dizer uma coisa, pra mim rap nacional é um rap extraído das nossas terras, se você pega e faz que nem os cabra de fora isso num tem nada de nacional. Nacional é o forró, o baião, o samba, a catira, folia de reis, o mara-baixo, tudo isso é nacional. Se você pega uma batida de rap seca com elementos que não são daqui e canta algo em cima isso pra mim não é nacional, nacional é quando tem a identidade brasileira introduzida, quando tem as caractéristicas daqui, quando sai do nosso chão. Não entendo bem por que usam esse termo “mix tape” sendo que “mix tape” nada mais é que “fita misturada” o povo parece que tem preguiça de criar, inté mesmo nomes, ao invés de trazermos esse reinado colonizador para as nossas terras por que não investimos em algo nosso para que possamos expressar o nosso país com mais força em países estrangeiros? Por que ao invés de importarmos não exportamos? É mais fácil pegar algo pronto do que criar algo único, mais por outro lado vc será pra sempre a cópia de algo ou de alguém.

VDRN-EHH: Nesse som na qual estamos divulgando hoje, contém um alto teor de critica para com algumas coisas que acontece no rap e acontece com o preconceito perante o norte/nordeste. Você não tem algum receio que esse som possa ser mal interpretado por alguns e vire motivo de criticas para sua pessoa?

RAPadura: Cabra, quando você coloca seu pé no chão, você num coloca só o pé, você coloca todo o corpo, alma e espírito também, depois de anos de exclusão, boicote e esquecimento o mínimo que podem fazer agora é reconhecer o que está visível a muito tempo, que o norte nordeste é a raiz desta árvore, as grandes metrópoles só existem por que nossos pais, avós e antepassados foram lá para construir, foi através das nossas mãos, do nosso suor que toda essa fera de concreto se ergueu, e hoje tenta nos engolir. Acredito que o rap serve pra expressar o que sentimos, o que queremos protestar, se não servir pra isso, acho que de nada serve. Todo mundo fica com medo de falar isso ou aquilo de cidades grandes, por que se apegam a ela como forma de conseguir alguma coisa, de se dar bem e de se aproximar de algum tipo de fama e sucesso, mais se eu não puder ser como eu sou e penso, eu não poderei ser nada, quem for maduro e inteligente vai entender o que quero dizer com isso, quem for imaturo infelizmente pode ser que encare de uma outra forma e eu tenho que respeitar a opiniões e diferentes pontos de vista, por que só com conflitos ideológicos que arrente cresce. Mais antes de entrarmos num debate, pensem nos anos que passamos as margens e subterrados, pensem no quanto fizeram mal a cultura, pensem que depois de anos surge alguém, e esse alguém está fora dos eixos, com coragem e argumento pra falar o que sente e o que pensa sobre todo esse monopólio, e que me aceitem como eu realmente sou, por que o Brasil é muito grande pra ficar preso somente as duas torres gêmeas.


VDRN-EHH: Como você se sente sabendo que a “fita embolada do engenho” vai ser o seu primeiro trabalho, e antes dele ser lançado...você já é tido por muitos como um dos mc’s que tem o melhor flow do país? E ainda ser apontado como um dos melhores mc’s?

RAPadura: Eu me sinto com mais responsabilidade ainda, por que se isso acontece agora quer dizer que depois disso na rua terei que ter mais compromisso ainda, por que assim como uma palavra pode fortalecer milhões de vozes, uma outra palavra pode te reduzir a rimas. Depois de quase 12 anos de trabalho eu tenho visto meu povo com a auto estima acima do comum, as pessoas começando a valorizar mais a sua terra e suas origens. A maior alegria que tenho hoje é de está servindo de inspiração e espelho pra muita gente, o negócio está tão pai d’égua cabra, que inté quem num é nordestino tá querendo ser também (risos)

VDRN-EHH: Após o lançamento da “fita embolada do engenho”, rapadura já tem algum outro projeto que possa ser adiantado?

RAPadura: Eita, que arrente vai arroxar visse?
Para o ano que vem estou trabalhando no meu primeiro álbum (obra rural criação) que será a realização de um trabalho de quase 12 anos. Será um trabalho com um teor poético muito intenso e com uma versatilidade jamais vista. O que posso falar deste trabalho é que será a obra da minha vida, então aguardem uma obra cultural, artística e social inovadora, consistente e infinita.

VDRN-EHH: O que observamos hoje em dia são grupos sendo cópias de grupos. Na sua visão, qual o motivo de o rap está sempre vindo com as mesmas coisas? E para você, o rap está mesmo crescendo?


RAPadura: Isso acontece quando não temos identidade própria, quando não sabemos o que queremos pras nossas vidas, quando não temos um rumo a seguir e então ficamos batendo cabeça sem sair do labirinto interior que nós mesmo criamos. Muita gente ver alguém se dando bem em algo e tenta fazer do mesmo jeito mais isso nunca será possível, o criador jamais será superado pela criação, por que quem cria desenha ao natural e quem copia apenas amplia esse desenho que já tem o seu autor. Eu diria que a uns 5 ou 6 anos atrás o rap era mais sincero e politizado, era muito difícil você ver alguém falando besteira nas letras, cada um tinha seu estilo e o seu jeito de fazer rap, eu lembro que as letras falavam de problemas sociais, melhoria pra sua comunidade, lutar pelos direitos do povo, hoje em dia ficou muito banal e fácil fazer rap, hoje se tem estúdio barato, se tem mais eventos e mais portas de divulgação, isso tudo é muito bom pra quem trabalha com seriedade, mais por um outro lado fez muita gente se acomodar e fazer de qualquer jeito, as pessoas já não dão o valor devido a esta linda cultura que é o hip hop. O rap cresceu sim, mais em quantidade, a qualidade ainda está em falta diante do que poderíamos oferecer a quem nos ouve.


VDRN-EHH: E pegando o gancho da pergunta acima, o rap ainda sofre outro problema que é de pessoas de outros estados/regiões que se entregarem as gírias e costumes de outros estados só para ser mais “reconhecido” no rap nacional, como você enxerga isso?

RAPadura: Tem sido muito preocupante isso que está acontecendo, é uma das grandes causas da nossa falta de conhecimento e falta de aproximação de uns estados com os outros. Se cada estado tivesse um grupo de rap com a sua cara e sua essência nós aprenderíamos muito e ensinaríamos muito uns com os outros, isso não acontecendo, o crescimento e o domínio das grandes metrópoles tem aumentado sobre os outros estados e interiores brasileiros. Imagina você viajar pro ceará e conhecer grupos que fazem rap com forró, você viajar pra goiânia e ver gente fazendo rap com catira, indo para Pernambuco e vendo mc’s fazendo rap com maracatu, ir pra Brasília e ver as pessoas cantando o cerrado e a sua faúna, indo pro mato grosso e ouvindo grupos falarem sobre o pantanal e suas riquezas, indo inté ao Amapá e vendo grupos fazendo rap com o mara-baixo,
isso é lindo demais cabra, é o que espero ver antes de morrer, é pelo que luto também , quero através da musica que faço acordar as pessoas pra isso, isso acontecendo não deveremos pra seu ninguém, não existirá mais monopólio nenhum e então poderemos gritar ao mundo inteiro que fazemos rap nacional, que fazemos o rap mais enraizado do planeta.

VDRN-EHH: Você é um cara que sempre frisou em suas letras um amor a cultura hip hop e um amor a cultura nordestina. O que você acha de pessoas que estão no rap apenas com o intuito de ganhar dinheiro? O chamado “rap comercial”?

RAPadura: Olha home, pra estar dentro disso primeiro tem que haver um chamado, algo que te toma por dentro e te faz realizar coisas que você nem sabia que podia fazer, é algo que brota em cada um, num é algo que você diga que vai fazer e faz, é algo mais forte que te toma e te capacita a fazer algo que você nunca viu em vida. Se você faz algo forçado direcionado a certo tipo de gente ou certo tipo de coisa tenha um mínimo de coerência de não chamar isso de música, música é algo que nasce espontaneamente, é algo que vem conforme o que você sente, não tem como você inventar um sentimento e cantar ele, sua alma só expressa aquilo que ela sente, você pode jogar palavras vazias ao vento,isso é uma coisa, agora exalar musica é outra coisa. O que podemos ver no cenário de hoje é todo mundo fazendo a mesma coisa, por quê? Por que ninguém quer expressar o que sente de verdade, sempre querem alguém pra copiar e tentar fazer igual e nunca vão poder por que cada um tem o seu lugar no espaço. O dinheiro pode comprar muita coisa, menos a dignidade, a sinceridade e a felicidade de um ser. Se o que faz é apenas para servir um comércio então estará vendendo a sua alma, por que sua poesia é a expressão do seu ser, e quando vende a expressão do seu ser está vendendo a sua alma.


VDRN-EHH: “...Arrogância de quem não merece o carinho do povo...” (a quem possa interessar). Você acha que esse é um dos problemas que o rap enfrenta? Pessoas que ao conseguir determinada “fama” começar a agir de forma diferente?

RAPadura: Quando você se coloca maior que o seu público você acaba calando sua própria voz, por que um artista sem povo não é nada, é como se fossemos o corpo e o povo a alma, juntos somos algo grande e sólido, separados somos estranhos e pequenos, somos vazios. Devemos utilizar deste dom construído com trabalho da melhor forma possível, se eu tivesse que falar só de mim e cantar só pra mim pra quê gravaria um disco então? Pra quê mostraria isso pra alguém? Se quero falar só da minha pessoa e cantar só pra mim, melhor gravar e ficar ouvindo em casa inté a velhice, inté chegar a morte. Mais se quero ser mais humano devo compartilhar de experiências com meus próximos, aprender e ensinar, somar e dividir, é matemática de vida, arrente tem que ser o povo e o povo tem que ser arrente.

VDRN-EHH: sabemos que a sua música tem influência do mpb, bossa nova, funk, soul, entre outros. Diga quais são os álbuns indispensáveis que nunca enjoa de ouvir?

RAPadura: Eita meu fi, são tantos visse? Prepare os lombo por que vou pegar pesado, seguraiiiiiiiii!

Heleno ramalho-canção rural
Banda de pau e corda-vivência
Quinteto Armorial - do romance ao galope
Lia de Itamaracá - sou lia
Moacyr franco-nosso primeiro amor
Jackson do pandeiro- tem jabaculê
Luiz Gonzaga - sertão
Mestre ambrosio - mestre ambrosio
siba-siba e fuloresta
Marines - nordeste valente

VDRN-EHH: Você é um cara que não expressa em suas letras questões como violência, crime, drogas... Mas mesmo assim consegue fazer um som bastante informativo referente a outras questões, como cultura, como preconceito com o povo nordestino e etc. Qual a realidade que vive o Rapadura? Qual a realidade que vive o povo nordestino?

RAPadura: Esse cearense que chamam de rapadura vive pela crença no que faz, tem alegria por que tem vida e tem vida por que luta. O que se mais ver é uns cabra com a cara feia, dizendo que é ladrão, que é isso e que é aquilo e dizendo que é do rap. (risos). Pra ser do rap tem que ter a cara feia é? Tem que ter ladrão? Nunca vi isso em canto nenhum! Eu sou um cabra povão mesmo, estou sempre compartilhando sorriso com as pessoas, tenho problemas e dificuldades como todo mundo tem, mais isso não me impede de sorrir e nem de cantar coisas boas nas minhas letras. Pra falar coisa ruim já tem muita gente, então me deixem falar das coisas boas, vamos equilibrar esta balança por que o povo brasileiro tem muita coisa boa também, ao invés de mostrarmos apenas o lado negativo por que não mostrarmos o que esse povo tem de bom também? Vamos valorizar mais a nossa gente.
O povo nordestino é o povo mais alegre e simpático que conheço, é um povo que trabalha o dobro, que vive nas piores condições possíveis mais que nunca desiste e nem deixa de estender a mão a quem quer que seja.é um povo que dar a sua cama pra um estranho e dorme no chão. Tem uma criatividade tremenda para sobreviver, e vive a vida como se fosse sua arte. Povo pobre financeiramente, mass muito rico em espírito.

VDRN-EHH: Espaço totalmente aberto. Fique a vontade

RAPadura: Eita coisa boa cabraaaaaa!

Gostaria de agradecer a toda vanguarda do rap nacional e seus companheiros empenhados em divulgar o verdadeiro rap nacional, e por me dar a oportunidade de me aproximar ainda mais de todo esse povo brasileiro, não consigo ver o artista longe de sua gente, é necessário estarmos mais perto sempre. Além da musica existe um ser humano, alguém igual a todo mundo com uma vontade incessante de ver esta cultura ainda mais forte. Além de adeptos existem pessoas que lutam para manter esta cultura viva, então que nos respeitemos como seres humanos que somos, e que encaremos isso com um compromisso sério. Gostaria de agradecer a todos os estados que tem me apoiado nesta luta sem descanso principalmente os conterrâneos e companheiros do norte nordeste, vamos com força meus irmãos e irmãs, pois somos muito mais do que pensam de nós.
Quando a celebração acaba, desço do palco mais uma vez, bato de frente com a vida e é nela que a minha história esta sendo escrita.
Pé no chão e vamo simbora! Oxeeeeeeeee!

Oxente é arrente!

Atenciosamente, Rapadura xique chico

mais doce que o doce de batata doce, mais duro que carne de jegue!

Inté!

____

E além dessa ótima entrevista, o Rapper forneceu uma música inédita, que faz parte da FITA EMBOLADA DO ENGENHO, que também foi um presente para a comunidade da Vanguarda que hoje dia 11/11/2009 faz um ano de luta pelo Hip Hop.

Façam o dowload da música: RAPadura - Norte Nordeste me Veste CLICANDO AQUI

Aproveite e faça parte da comunidade Vanguarda do Rap Nacional, CLIQUE AQUI"

Hip-Hop.com – Conexão com a Boa Música!



No próximo dia 21 à partir das 23:30h acontecerá a II edição do Hip-Hop.com – Conexão com a Boa Música – no Mini Club (Jardins) que promete manter a conectividade entre o público e DJs, repetindo o sucesso da primeira edição.

A festa foi criada pelos amigos Black, Zezinho e Sandrinha Black com o objetivo de fazer um novo layout de evento. Unir a interatividade e tecnologia entre os convidados e os mestres das pick-up’s de forma objetiva é o lema, mostrando para o público que em conexão com os Dj’s a sua participação é fundamental na programação musical da festa.

Na edição anterior as músicas de acervos pessoais se destacaram entre as trilhas programadas pelos comandantes da cabine Dj's Murphy – Jay e Tati Laser (residentes) e DJ Dandan, convidado do mês, que tocaram além dos sucessos recentes e antigos das pistas black músicas inéditas que tiveram espaço e garantiram o mesmo clima dançante e aconchegante no Mini Club, que mesmo em meio a uma noite chuvosa, não perdeu o brilho e calor, mantendo a festa numa “vibe” super positiva.

O grande destaque ficou para as músicas inéditas que enriqueceram a programação musical. Os compositores aguardaram ansiosos pelo momento de ouvir seus trabalhos sendo reconhecido por quem estava no local, e pela expressão dos “conectados”, agradou bastante, contribuindo para o sucesso promissor da idéia.

Este mês, além dos DJs residentes Murphy-Jay e Tati Laser representando, estará a DJ Vivian Marques, convidada especial desta edição.

Então, anote na agenda e não deixe de conferir Hip-Hop. com – Conexão com a Boa Música, traga a sua música favorita em MP3, Pen-Drive, Bluetooth, Ipod, CD, Celular e escute na festa!


Data: 21 de Novembro à partir das 23:30h
Valores: Eles R$15,00, c/ lista ou flyer R$10,00
Elas R$10,00, c/ lista ou flyer R$ 7,00

Local: Mini Club Bar – Rua da Consolação, n 2627, esquina com Al. Santos

Informações: Sandrinha Black:(11) 9206-7728/ Black:7985-3330 / Zezinho Kinte:8534-4401

Contato/lista: conexaocomaboamusica@gmail.com
Apoio: Rap Power
VIII Feira Cultural Preta

Perfil no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=mp&uid=10190680575215008258

Twitter: http://twitter.com/Hiphopcom

Assessoria de Imprensa / Comunicação
Jully Gabriel - Jornalista
(11) 9813-3024 (Vivo) / (11) 7997-3024 (Oi)

‘Dança de Rua Invadindo a Praça’ vai levar a cultura hip hop para o Pelô!



Os movimentos impressionantes da dança de rua ou street dance, como também é conhecida, vão desembarcar no Pelourinho, a partir do dia 15 de novembro. Trata-se do Dança de Rua Invadindo a Praça que promoverá performances e disputas entre as principais modalidades do break, além de shows, palestras e oficinas, tudo gratuitamente. No total serão cinco edições, que prosseguem nos domingos, dias 22 e 29 de novembro, e 06 e 12 de dezembro. O projeto integra a programação do Tô no Pelô. 

O projeto foi idealizado pelo grupo Independente de Rua, que tem o objetivo de colocar o break em primeiro plano, mas estabelece um diálogo com os outros elementos do hip hop, como o rap, o grafitti e a discotecagem. O grupo também é responsável pela tradicional Roda de Break que acontece sempre às terças-feiras, às 19h30, na Praça da Sé. Na abertura, dia 15 de novembro, o público vai conferir um painel do hip hop local, com discotecagem dos DJ’s Chacal e Bandido, grafitagem ao vivo com Bigod, Drico e Lee 27, roda livre e performances de break, em estilos como locking, popping e b.boying, além do freestyle (estilo livre), que em Salvador recebe influência da capoeira. A parte musical ficará por conta do grupo RBF – Rapaziada da Baixa Fria.

Assim, o grupo Independente de Rua vai transferir o clima descontraído dos encontros na Praça da Sé para o Largo Tereza Batista, possibilitando a reunião de dançarinos e interessados e também promovendo animadas disputas de b.boys (22/11), de coreografias (29/11) e popping (06/12). No último dia, acontecem as apresentações dos vencedores, que serão escolhidos por um júri de especialistas e receberão prêmios entre R$100 e R$500.

 As inscrições para as oficinas e batalhas de dança que acontecerão nos domingos seguintes, com prêmios em dinheiro, serão realizadas na abertura do evento (15). As inscrições podem ser feitas também às terças-feiras, às 19h30, na Roda de Break que acontece na Praça da Sé.
 
Fonte: Correio

10 Novembro 2009

Snoop Dogg lança novo álbum em dezembro!




Está programado para o dia 08 de dezembro o lançamento do novo álbum de estúdio do rapper Snoop Dogg. O novo trabalho recebeu o nome de “Malice ‘n Wonderland” e é o décimo disco da carreira do cantor.

Entre os colaboradores de “Malice ‘n Wonderland” está The Dream, que canta com Snoop no primeiro ‘single’ do álbum, “Gangsta Luv”. Esta música já pode ser ouvida pelos fãs no site oficial do rapper. O endereço é www.snoopdogg.com. Lá também é possível conferir o videoclipe oficial desta música.

Arnaldo Tifu - Pra Casca (Single) (2009)




Após o lançamento da Mixtape Pau-de-dá-em-doido que contou comparticipações de vários MCs rimando nos beats do DJ Nato-PK e do disco“Um Cara de Sorte” do MC Enézimo, o selo Pau-de-dá-em-doido apresenta o primeiro single do álbum “A Rima Não Pára” do MC Arnaldo Tifu, álbum que será lançado em dez/09.

Faça o download do single “Pra Casca” do MC Arnaldo Tifu, com produção do DJ Nato-PK.



Saiba mais sobre o MC Arnaldo Tifu:

www.myspace.com/arnaldotifu

Texto retirado do blog Diamantee.

09 Novembro 2009

Vídeo: Raekwon feat. Lyfe Jennings - Catalina (2009)

video platform video management video solutions free video player
Produção: Dr. Dre

Mulheres do Hip Hop e os novos caminhos na luta por justiça social nas cidades do DF

A luta das mulheres do hip-hop não se limita às batalhas entre DJs e grupos de break. Guerreiras no trabalho e na vida, elas usam como combustível os preconceitos que se acumulam por serem mulheres (em geral, de origem negra) e oriundas de regiões periféricas de grandes cidades brasileiras para alimentarem o combate contra injustiças sociais. A situação dentro do movimento já foi pior, mas os anos denunciando o machismo arrefeceram o embate entre os gêneros e melhoraram a situação feminina. “As mulheres apresentam propostas progressistas no que diz respeito à produção no hip-hop. Elas não se limitam ao formato dos quatro elementos (rap, break, grafite e discotecagem). Enquanto os homens ainda reproduzem o formato antigo, elas procuram reciclá-lo com experiências de economia solidária em organizações de feiras e festivais, coisas que o rock já faz muito bem e há muito tempo”, explica Jaqueline Fernandes, do coletivo de artistas Griô Produções.





"As mulheres apresentam propostas progressistas no que diz respeito à produção no hip-hop", diz Jaqueline Fernandes




Mesmo assim, ainda faltam espaço e oportunidade. “Se está difícil para os homens, imagina para a gente”, anunciam em uníssono em encontro promovido pelo Correio, onde representantes dos quatro movimentos do hip-hop falaram sobre as dificuldades de se lançarem fora da capital. A MC Vera Verônica, que também atua como produtora, demonstra engajamento em causas sociais nas composições que faz e também na vida privada. Ela e a mãe administram um projeto social de adoção de crianças sem família em Valparaíso. Atualmente são cuidadas cerca de 35. A MC, que completou mestrado em educação, leciona em escolas e faculdades do Distrito Federal elementos de história negra.

Ela ainda encontra tempo para dar aulas gratuitas no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje). “Quando eu comecei não tinha essa de divulgar músicas pela internet. Se a gente queria fazer divulgação fora daqui tinha de pegar o ônibus de R$ 80,00 e ir para São Paulo de mochila nas costas, se hospedar na casa de alguém e conversar com os produtores de lá. Era muito difícil, porque tinha muito preconceito contra a mulher”, relembra Verônica, 13 anos de carreira. A maior parte das inúmeras apresentações que ela faz fora da cidade é ligada aos fóruns dos movimentos feministas do hip-hop.

As garotas do BsbGirls são remanescentes de grupos de break mistos que se enfrentavam e participavam de disputa de dança mensalmente no Conic. O grupo existe há 6 anos e é o primeiro formado apenas por mulheres da cidade. A maratona de ensaios rendeu qualidade técnica suficiente para duas classificações para o Batle of The Year, principal competição de nível mundial da dança de rua. Este ano a final foi em agosto na cidade de Brunsvique, na Alemanha. Mas, as garotas foram desclassificadas logo na primeira competição naquele país. “Nós concorremos logo de cara com a dupla japonesa Narumi e Shie Chan. Elas são as melhores do mundo”, ressente-se Loweasy.

Veterana das picapes de hip-hop no Distrito Federal, a DJ Dona já passou por situações insólitas. Única mulher do Centro-Oeste selecionada para o Red Bull Music Academy Brasil 2002, ela quase foi desclassificada por omitir a falta de intimidade com a língua inglesa. Afastada do ofício por causa do nascimento do filho Davi de 3 anos, a DJ foi pega de surpresa pela evolução do mercado. Isto porque, hoje em dia, para quem pretende continuar a executar performances em vinil é necessário a compra do caríssimo Serato. Nele, um sulco no disco especial do equipamento permite a reprodução de músicas em mp3. “Não é que seja uma exigência, mas todo mundo está usando, porque é mais barato do que importar os discos”, calcula Dona.

No exterior 

Outra figurinha carimbada do hip hop da cidade, a DJ Japa Girl já viveu momentos de celebridade em apresentações no estado do Tocantins, interior de Minas Gerais e São Paulo. Japa comprou o Serato em prestações e encontrou uma maneira inusitada de alcançar projeção fora daqui atuando como apresentadora do programa Fun Music and Video, da televisão pela internet Yes TV, exibido às sextas-feiras às 18h30 e 19h30. “Lá no Japão, o meu irmão e a minha cunhada podem me assistir. O programa só tem três meses; espero que com o tempo se torne mais popular”, responde a DJ.

Já as grafiteiras Lola e Nat, admitem que é mais difícil sair da cidade para participar de pinturas fora daqui. Os poucos convites que são feitos, muitas vezes precisam ser recusados porque o evento não oferece patrocínio para o transporte e alimentação. “Mas, no grafite não tem problema. Se uma não pode ir, oferece para a companheira”, afirma a grafiteira Nat. Participantes dos crews (grupo de meninas grafiteiras) Spray Rosa Ataque (SPA) e Toque Feminino Crew (TFC), as garotas se reúnem para pintar murais feitos só por mulheres.

A brasiliense com melhor saída no mercado nacional é a MC Flora Matos. A filha do cantor Renato Matos começou compondo rimas no início da adolescência em Brasília. Até deixar a capital para morar em São Paulo, o maior feito de Flora havia sido se apresentar ao lado de Marcelo D2 no Porão do Rock em 2004. As letras mais recentes da MC não fazem apenas denúncia social. Um dos temas recorrentes é a intimidade doméstica contemplando a visão tanto de homens quanto de mulheres. Mas também há temas coloridos como namoros e relacionamentos ou a curtição entre amigos. A cantora e letrista foi a única mulher selecionada para participar da campanha de uma fabricante multinacional de tênis com o tema arte urbana no Brasil.

08 Novembro 2009

Vídeo: Erykah Badu - Honey (2008)


"Honey", The Official Video by Erykah Badu

Erykah Badu | Vídeo do MySpace


Só pra relaxar nesse domingão! Paz a todos!

"Honey" é uma canção de Erykah Badu, lançada como o primeiro single de seu quarto álbum de estúdio, New Amerykah Part One (4th World War) (2008) (clique no título ao lado para baixar o álbum completo).
A canção foi co-produzida por 9th Wonder, com música e amostras de Nancy Wilson's (1978) "I'm in Love". O vídeo foi dirigido por Erykah Badu e Chris Robinson (creditada sob o pseudônimo "Mr. Roboto").
O vídeo está definido em uma loja de discos, na perspectiva de um cliente navegando pelas racks cheias de LP's.
Nas capas dos discos são mostradas várias homenagens de álbuns populares que tem os títulos alterados e a presença de Badu retratando o artista na capa.




Álbuns que aparecem no vídeo com Erykah na capa


Rufus - Rufus Featuring Chaka Khan Diana Ross - Blue (como Imma Boss - Bee)
Funkadelic - Maggot Brain (como controle Freaq - Fertilizantes)
Eric B. & Rakim - Paid in Full (como Erykah B. & Shafiq - Jogado como o inferno)
Ohio Players - Honey (como Okayplayer)
Minnie Riperton - Perfect Angel (como Money Making - Pray For Me)
Labelle - Chameleon (como Sugah Sugah - Gipson)
De La Soul - 3 Feet High and Rising (como Taco Loco - Três 4 um dólar)
The Beatles - Let It Be (como What It Do)
Nas - Illmatic (como Liah - Tudo Pronto )
Olivia Newton-John - Physical (como ó Senhor - por favor) Grace Jones - Discotecas (como Loretta Brown - churchgoing)
Earth, Wind & Fire - Head to the Sky (como Erykah Badu - Hell à Naw'l)

No vídeo, Badu também fez paródias ao ex-namorado, André 3000, do vídeo de 2004 do OutKast ,"Hey Ya!", mudando o cenário de verde para rosa.
Há também uma paródia da capa da edição  de 22 de janeiro de 1981 da revista Rolling Stone com John Lennon e Yoko Ono, intitulada "Riding My Hip".

O vídeo foi indicado e premiado nos mais importantes eventos músicais do mundo

MTV Video Music Awards
BET Music Awards
BET J Virtual Prêmios
MTV 2008-U Woodie Awards
51 Annual Grammy Awards

Fonte: Myspace

06 Novembro 2009

Court Dog - Thugz Diary (2001)




1. Intro
2. What You Talkin Bout
3. Court-Dog Is Gonna Ball
4. Smokin Daily
5. Midwest Niggaz II
6. Skit (Lil Derrick From Mississippi)
7. Ready 4 War
8. Mystery Lady
9. Snort Somethin
10. Bloodbath 2001
11. Capital Gain Soldiers
12. Chokin Daily (Radio Edit)
13. Thugs Testimony
14. What's Next




Postagens Recentes

Powered by Blogger Tutorials


Visite os sites e blogs parceiros do Loko do Cerrado, "clique aqui"!