28 Fevereiro 2010

O Rap Informa no Twitter!


Antes de falar sobre o @ORapInforma, vou dar uma pincelada no que é e para que serve o Twitter, caso alguém ainda esteja por fora da ‘Twittosfera’.

Criado em março de 2006, o Twitter vem ganhando força como uma rede social que alimenta a curiosidade em relação aos detalhes sobre a vida alheia. É um serviço onde pessoas escrevem mensagens de no máximo 140 caracteres. O limite de caracteres foi estabelecido para integrar o sistema de mensagens SMS utilizado nos celulares ao Twitter, proporcionando ao usuário a possibilidade de enviar mensagens de texto ou aquela foto que acabou de ser tirada no celular direto para o Twitter. Funciona da seguinte forma: você segue as pessoas que te interessam e recebe todas as mensagens que estas pessoas escreverem. Do mesmo modo, qualquer pessoa que te seguir receberá as suas mensagens. Estas mensagens se chamam “tweets”. Inicialmente tinha a proposta de responder a seguinte questão: “What are you doing?” (O que você está fazendo?), mas com o tempo a nova mídia social cresceu e foi ‘invadida’ por twitters de todos os tipos: notícias, comércio, política, emprego, marketing, etc..

E diante de tanta informação veiculada em tempo recorde na internet, em especial no Twitter, o Rap, o nosso veículo de informação, não poderia ficar de fora. E foi assim, com a intenção de espalhar informação sobre a Cultura de Rua, em especial sobre o movimento Hip Hop, que a página @ORapInforma foi criada no Twitter.

Mas o que é o @ORapInforma?

O @ORapInforma é a junção do que há de melhor na internet sobre a cultura de rua em um único lugar, valorizando, claro, os sites e blogs do Brasil. O @ORapInforma não representa uma página ou pessoa específica, ele representa a Rua, o Rap, o movimento Hip Hop, divulgando a cada segundo uma nova notícia, show, som, vídeo, álbum, livro, poesia, etc., que foi publicado nas páginas cadastradas.


O @ORapInforma foi criado no final de agosto de 2009, inicialmente como um teste, ainda não sabia ao certo se teria uma boa aceitação entre os usuários do Twitter e até mesmo dos sites parceiros. No começo não divulguei aqui no blog e nem anunciei que o responsável era eu, porque não queria que o @ORapInforma fosse vinculado ao Loko do Cerrado, dando impressão que fosse mais um Twitter do meu blog. Eu queria um Twitter público, que representasse todo mundo, um verdadeiro 'Twitter da rua'.

Então comecei a cadastrar as melhores páginas da “Imprensa do Rap” dos 4 cantos do país, sem preconceito, sem panelas e sem seguir nenhuma tendência das várias existentes no movimento Hip Hop. No @ORapInforma tem blogs da nova e velha escola, notícias sobre rap nacional e rap gringo, notícias daqueles mais em evidência na mídia como também do mundo underground, blogs de literatura periférica, poesia, downloads, resenhas, entrevistas, enfim, lá tem de tudo um pouco, inclusive páginas que não são de exclusivamente do Hip Hop, mas que estão de alguma forma ligadas à cultura de rua.

A principal intenção era criar uma espécie de ‘central de notícias da rua’, um lugar onde o visitante tem em tempo real as últimas atualizações das páginas parceiras, possibilitanto que o mesmo através de um clique acesse a página do autor da postagem para ler a matéria por completo.

Eu sempre acreditei que o trabalho em conjunto agrega valores e proporciona o fotalecimento de todos. O @ORapInforma já possui mais de 50 páginas cadastradas, são 24 horas de informação na internet , claro, o Hip Hop não para! Mas ainda tem espaço pra muito mais e quero colocar mais páginas do Norte e Nordeste, afinal o Rap é Nacional e não estadual ou regional.

Os grandes estrategistas de guerra sabem que para conquistar facilmente um país nada melhor do que dividí-lo, causando a discórdia entre a população. Na África por exemplo, os europeus dividiram os países de forma que sempre tivessem mais de uma tribo inimiga fazendo parte do mesmo território, para que essas tribos lutassem entre si, se tornando fracas e fáceis de serem dominadas. Na história mundial tem inúmeros exemplos de disseminação da discórdia entre uma população para conseguir dominá-la. Da mesma maneira pode acontecer com o Hip Hop se deixarmos que essa variedade de estilos e gostos propague a discórdia, enfraquecendo o movimento.

Existem fãs para todos os estilos que existem no rap, e um movimento que começou lutando contra o preconceito não pode ser preconceituoso com nenhum estilo, isso é hipocrisia. Eu quero que o fã de Eminem e o fã de Facção Central sigam o @ORapInforma no Twitter, porque lá vai ter informação para os dois.

Isso é o @ORapInforma!

Dúvidas frequentes:

Pedi para o @ORapInforma dar um ‘RT’ (retwittar) mas não foi feito, porquê?

Ao contrário do que muitos pensam, eu não fico 24 horas logado no Twitter retwitando as atualizações das páginas, tudo acontece automáticamente através do site Twitter Feed que é onde cadastro o feed das páginas. Só aquilo que é postado nas páginas cadastradas que é twittado no @ORapInforma. Sempre que dá eu atendo alguns pedidos de ‘RT’ pois não fico logado nesse Twitter com frequencia, o meu oficial é o @LokoDoCerrado, esse sim fico conectado direto, portanto é mais fácil me pedir algo através dele do que do @ORapInforma.

Tenho uma página e gostaria de divulgá-la no @ORapInforma, como faço?

Envie um email para orapinforma@gmail.com contendo o endereço da página ou do feed e do respectivo Twitter da página caso possua. A única exigência é que seja uma página que tenha a ver com a cultura de rua. 

Minha página não tem feed, pode cadastrar o feed do meu Twitter?

Não, infelizmente o Twitter Feed não permite redirecionamento de um Twitter para outro. Uma opção seria a página fazer um Google Buzz (semelhante ao Twitter) cadastrar o referido Twitter nele e aí sim, pode ser feito o cadastramento do feed do Google Buzz no @ORapInforma. A desvantagem é que rola um certo espaço de tempo entre a twittada e a publicação desse tweet no Google Buzz. Visite www.google.com/buzz/orapinforma para ver como funciona e se tiver conta no Google, já aproveite e siga o @ORapInforma também no Google Buzz, podendo visualizar tudo direto do seu Gmail.

Qualquer dúvida sobre o @ORapInforma utilize o espaço para comentários abaixo ou mande um email.

PAZ!

Loko do Cerrado

Acesse:

Em breve o @ORapInforma também terá seu blog, aguardem!

26 Fevereiro 2010

Calibre MC – Bom Jogador (Mixtape) (2010)




1. Intro - Eu só to tentando
2. Agarre Essa Oportunidade - part. Thomas (U.S.A)
3. Dinheiro e mulher (Remix) - part. Sombra (Ex. S.N.J.)
4. Na cabeça o boné - part. FALL
5. No balanço - part. Tio Fresh (SP FUNK) e Tonho Matéria (OLODUM)
6. Casinha Pequenina
7. Cumprimenta - part. MakonnenTafari (Nova Saga)
8. Com Ela Eu Vou - part. FALL
9. Quando a Polícia - part. CABAL (Prod. Green Alien)
10. Quando a Noite
11. A Volta Por Cima - part. Fall
12. Dinheiro e Mulher (Crank Style)
13. Bom Jogador
14. Verão em Salvador - part. DG e Anão
15. Kamikase - part. Diego 157
16. Jóia Rara
17. Obstáculos - part. YOGI
18. Humildes Navegantes
19. Viver de Aparência
20. Cidade Baixa - (Prod. DJ Leandro)
21. Final Eu Sou PRO




Mais informações sobre Calibre MC e sua Mixtape acesse:

www.timedrua.blogspot.com

25 Fevereiro 2010

Maxi1000iano - MaxTape Dominando o Universo (2009)



1. Abertura
2. Lobo Solitário
3. Na Torre Do Castelo é Onde Tá o Fervo part. Dois éllis
4. Quanto Vale Um Sonho - SGO
5. Quanto Vale Seu Sonho (SKIP)
6. Camila
7. No Embate a Babilon part. SGO
8. Reggaeton Brasileiro part. Dois éllis
9. De Brasileiro Para Brasileiro (SKIP)
10. Meu Brasil Brasileiro
11. Pescaria de Domingo part. Dois éllis
12. Vai Meu Filho
13. Encerramento


24 Fevereiro 2010

Rapper venezuelano compõe música contra Hugo Chávez!

O rapper Leonardo Viloria (também conhecido como NK Profeta) ganhou visibilidade na internet ao escrever uma música direcionada ao presidente Hugo Chávez. Durante sete minutos, o cantor venezuelano explica porque não é mais chavista e reclama de diversos aspectos do governo.

Na canção de hip hop ele cita Fidel Castro, sugerindo que é o cubano quem de fato governa a Venezuela; e Lula, cuja frase "aqui há liberdade em abundância" é ironizada pelo rapper.

Assista o vídeo da matéria:


23 Fevereiro 2010

Soldado-rapper preso ao recusar-se a voltar ao Iraque!


Um veterano da Guerra do Iraque, foi preso e acusado de ameaçar matar seus oficiais em um rap de protesto e de enviá-lo para o Pentágono.

Marc Hall, um membro júnior de uma unidade de infantaria, escreveu a canção em protesto contra a política impopular no exército dos E.U.A. de dilatar o prazo do serviço militar involuntariamente, forçando os soldados a regressarem ao Iraque ou Afeganistão.

Hall completou 14 meses de serviço no Iraque no ano passado, e esperava ser liberado em fevereiro de 2010, mas foi informado que teria que voltar para o Iraque no âmbito da política conhecida como "Stop-loss".

A letra do rap inclui linhas dizendo que o Exército "fucked me over", e um aviso de que ele iria atirar em seus oficiais e "assistir a todos os corpos baterem no chão". O exército acusou Hall, e para não correr risco de que o mesmo criasse mais agitação entre os soldados, ordenou que ele fosse mantido em uma prisão militar na Geórgia para aguardar julgamento.

Hall emitiu um comunicado da prisão militar descrevendo a canção como liberdade de expressão. Ele disse que explicou que o rap "era uma expressão de como as pessoas se sentem em relação ao exército e sua política de stop-loss". Ele acrescentou: "A música não era nem uma ameaça física, nem qualquer ameaça qualquer ... era só do hip-hop."

Marc Watercus - Stop Loss (2009)

(Download direto)


Dr. Dre processa Death Row!


O produtor e rapper Dr. Dre, entrou com um processo na corte federal de Los Angeles contra a gravadora Death Row, uma das mais importantes do rap norte-americano. A alegação é que a gravadora relançou o álbum “The Chronic”, de autoria de Dre, sem sua autorização. O cantor pede cerca de US$75 mil pelos royalties.

Além disso, ele alega que desde sua saída da gravadora em 1996, nunca recebeu um centavo pelos royalties do álbum lançado em 1992. Na ação, Dr. Dre afirmou que seus advogados notificaram no ano passado os proprietários da Death Row, mas mesmo assim a gravadora não pagou o que era devido.

Fonte: POP News

19 Fevereiro 2010

Big Ben Bang Jhonson em Brasília!


Serviço:

Show: Big Ben Bang Jhonson (Mano Brown, Ice Blue, Helião, Sandrão, Conexão do Morro, Conciência Humana, Quelinah, Du Bronks e Dom Pixote)
Data: 20/02/2010
Local: Pavilhão do Parque da Cidade
Horário: 22hrs.
Informações: (61) 81643167

18 Fevereiro 2010

Hip Hop de luxo!

As grifes mais renomadas do mundo correm atrás dos rappers para formar elegantes parcerias


Nesta última década, a indústria do hip hop enriqueceu exponencialmente. Com clipes superproduzidos e várias músicas nas paradas, cantores como Jay-Z, Kanye West, Beyoncé e Pharrell são considerados alguns dos artistas mais poderosos do showbiz. Se antes eram ícones da periferia, agora adentram clubes exclusivíssimos. O namoro entre esses dois universos é antigo. Mas, antes, era mais unilateral: os rappers comprando, usando e cantando sobre os artigos de luxo. Agora, são as marcas clássicas que correm atrás deles para formar parcerias elegantíssimas.

Kanye West foi pioneiro. Além de ser considerado um dos homens mais bem-vestidos do mundo pela clássica Vanity Fair, fez uma linha de charmosos tênis para a Louis Vuitton, com média de preço de US$ 800. Já a toda-poderosa Beyoncé conseguiu convencer Thierry Mugler a deixar a aposentadoria de lado. Convocou-o para criar 10 looks para a sua turnê mundial – que acaba de passar pelo Brasil. Rihanna, por sua vez, marcou presença na última Semana de Moda de Paris, onde garimpou figurinos para sua nova safra de clipes.

Anna Wintour, editora da Vogue americana, também incentivou a ligação entre moda e rappers. Primeiro, produziu uma capa com Beyoncé. Depois, convidou Mos Def para um editorial sobre as coisas mais legais da noite nova-iorquina. Mas sua principal cartada foi no baile do MET, a festa mais tradicional da moda. Junto com Kate Moss, Marc Jacobs e Justin Timberlake, convidou Kanye West e Rihanna para fazerem o show principal da noite.

Além disso, os astros do rap vêm se revelando talentosos fashionistas. Usam itens clássicos, como óculos de acrílico grossos, cardigãs, ternos bem cortados e blazers com correntes enormes de ouro, tênis coloridos e bonés. É mérito deles a redescoberta da gravata borboleta e o uso de capuzes – que, inclusive, inspiraram a última coleção da Kenzo. De quebra, tiram a seriedade do terno com peças em branco, lapelas com brilhantes ou paetês. As mulheres saem do óbvio e abusam das roupas estruturadas. Grandes ombros, cinturas marcadas com saias armadas. Não deixam de exibir as pernas e os fartos decotes. Rihanna e Beyoncé, principalmente, viraram ícones de estilo. As duas são responsáveis por disseminar os vestidos curtíssimos e as jaquetas militares da Balmain. Além de serem referência de corte de cabelo.

Fonte: Zero Hora

4º Festival Hip Hop do Cerrado

DJ Premier produzirá o próximo álbum de MC Eith!

DJ Premier (Costa Leste) anunciou um novo projeto com a lenda MC Eith (Costa Oeste) do grupo Compton's Most Wanted. DJ Premier será o produtor executivo do próximo álbum de MC Eiht, "Which Way Is West".

Além das funções de produção executiva de Which Way Is West, DJ Premier lançará o álbum através de sua gravadora independente, Year Round Records.

Which Way Is West contará com produções de DJ Premier, Marco Polo e outros produtores próximos, e com a participação de artistas da Year Round.

Fonte: Siccness

É nóis em Berlim!

Primeiro longa de Jeferson De, criador do Dogma Feijoada, Bróder tem première hoje na Alemanha e projeta Capão Redondo na tela de um dos maiores festivais do mundo.



"Todo maloqueiro tem em si motivação para ser Adolf Hitler ou Gandhi", canta o rapper E.M.I.C.I.D.A. enquanto o que se vê na tela é uma panorâmica do Capão Redondo, um dos bairros mais famosos e, ao mesmo tempo, esquecidos de São Paulo. "Dá para tirar este Hitler e botar um bip no lugar?", pede Jeferson De. "Por quê?", rebate o "supervisor" da trilha sonora João Marcelo Bôscoli. "Como o filme vai passar na Alemanha, acho que não vai pegar bem falar em Hitler", responde De.

O filme em questão é Bróder, que faz sua première mundial hoje no Festival de Berlim. Primeiro longa do diretor, representa o Brasil na Panorama, uma das mais prestigiadas mostras competitivas do festival que termina sábado. Detalhe: o diálogo acima ocorreu há menos de uma semana. "Que estranho saber que meu filme vai ser exibido, que o festival já começou e eu ainda não terminei!", comentou De ao Estado enquanto "apagava" o Hitler de sua história, em um estúdio da gravadora Trama em São Paulo. "Berlim vai mostrar o preto que voa e o preto que não voa, que usa bilhete único." Assim De comentou a participação de outro filme do Brasil, Besouro (o "do preto que voa", de Daniel Tikhomiroff), e do seu Bróder na mesma seção.

É de fato irônica e complementar a escolha dos dois filmes. Besouro conta a história de Besouro Mangangá, o capoeirista que desafiava as leis da gravidade e os senhores de engenho em um Brasil recém liberto da escravidão. "No Brasil de 1897, quase todos os negros ainda sem a plena consciência de sua cidadania" diz a história de Besouro. No Brasil de 2010, não se pode afirmar que essa consciência tenha evoluído muito. O negro de Bróder não voa, continua tendo de se desdobrar para conseguir sair das três "opções profissionais" para se incluir no mercado de trabalho: "Morador da perifa tem o direito de virar jogador de futebol ou bandido. Quem não "opta" por nenhuma dessas rala muito para pagar o aluguel no fim do mês", sentencia De.

Se o "bróder" da perifa não voa, Jeferson De voou contra o tempo para terminar seu filme. Ele embarcou há dois dias para Berlim e Bróder, o filme, seguiu dois dias antes, no sábado, recém-saído da sala de montagem. De, que anda de ônibus, trabalhou quatro anos para encerrar Bróder com a canção de E.M.I.C.I D.A que vem a calhar: Triunfo.

O Estado acompanhou a última semana de trabalho e conferiu de perto o frio na barriga de um diretor estreante para botar seu filme na lata e na tela de um grande festival internacional. "Cheguei a parar por quase um ano e a pensar que nunca terminaria, mas a seleção para Berlim deu novo fôlego. Esse é um projeto com grande potencial comercial. Há uma imensa galera da perifa e fora dela que tem tudo para gostar."

Orçado em R$ 3milhões, Bróder é uma produção da Barraco Forte (sua produtora) e da Glaz Enternaiment, e conta ainda com a Columbia e a Globo Filmes. "Queremos lançar tanto em grandes salas quanto nas comunidades."

Bróder conta a história de três amigos de infância, Macu (a semelhança com Macunaíma não é coincidência), Jaiminho (Jonathan Haagensen) e Pibe (Sílvio Guindane). Jaiminho virou jogador de futebol. Pibe é corretor de imóveis. Macu (Caio Blat) foi seduzido pelo crime e "alugou" sua casa para uma gangue de traficantes que pretende sequestrar uma criança. Tudo vai bem até que a gangue decide sequestrar Jaiminho.

Mais que botar seu filme na fita, De conclui com Bróder um projeto que nasceu há 13 anos, quando criou o Dogma Feijoada (leia quadro). De dogmático, o Dogma não tem muito. A começar pela escolha do herói (ou quase) da história, que é, por si só, uma contradição. Macu é branco. Será? Quando De convidou Caio Blat para viver o personagem, ouviu: "Obrigado, eu sempre quis ser negro."

Assim sendo, pode-se dizer que Berlim também vai mostrar o filme do branco que é negro. O diretor resolveu dar a um ator branco o papel de seu primeiro longa para, na verdade, questionar o que é ser negro e o que é ser branco em um país em que, como diz a canção, as riquezas são diferentes, mas miséria ainda é miséria em qualquer canto. Não é por acaso que Bróder é o primeiro longa a projetar o mítico Capão na tela. "Nenhum cineasta paulista cumpriu bem a tarefa de retratar a periferia paulistana. Está na hora dos diretores tirarem suas lentes da Vila Madalena e mirarem a perifa", provoca De. E filmes como Antônia, Os 12 Trabalhos, Contra Todos, Linha de Passe? "Respeito meus colegas, mas nenhum conseguiu traduzir bairros complexos como o Capão."

Seja como for, o fato é que Bróder traz finalmente um diretor negro à frente de um filme sobre essa fatia ainda tão mal entendida do Brasil. "É um projeto de dentro para fora. Não importa quem é negro ou branco. Importa quem é excluído. É uma história de irmandade, para pegar pela emoção e não um manifesto."

Caio Blat diz que o mais importante foi conhecer as pessoas no Capão e ter a bênção para representá-las. "Conheci muitas histórias como a do Macu, muitas mães que perderam seus filhos. Mas o clima lá agora é de superação. Os dias de guerra dos anos 90 passaram, e, por incrível que pareça, o que pacificou o bairro não foram programas de governo. O que mais contribuiu foi a organização do crime, a unificação, acabando com as disputas entre gangues."

Caio sabe do que fala. Para se preparar para viver Macu, mudou-se por conta própria para o Capão. "O Brasil é um país jovem e negro. Espero que se reconheça no filme." Para diretor e ator, tão aguardada como a sessão em Berlim será a sessão no Capão "para a molecada ver o bairro dela no telão." É nóis na fita, mano!

17 Fevereiro 2010

Vídeo: Bone Thugs N Harmony - Rebirth (2010)

Primeiro clipe do Bone depois da volta do Flesh!

Bone Thugs N Harmony - Uni5 The Prequel (the untold story) (2010)



1. Nuff Respect
2. Toast 2 That (ft. Swizz Beatz)
3. Ain't Satisfied
4. Breakdown (ft. Mariah Carey)
5. So Crazy
6. Summer Love
7. Patron
8. The Originators
9. Bone Thug Boys
10. For The O.G.'s (ft. Chamillionaire)
11. Struggle (ft. Petey Pablo)
12. End of Dayz
13. When I Die (ft. Fat Joe, Big Punisher, & Cuban Link)
14. Thug Alwayz
15. Thug Alwayz
16. Bone Thugs (ft. B.I.G.) (U-Neek's Remix)

Bone Thugs N Harmony - The Fixtape Vol 3 (2009)



1. D.O.A. Remix (New Arrangement)
2. Smoke To This (Lil Ronnie)
3. See Me Shine (1500) Thin C Siren Edit
4. Against The World (Duane DaRock)
5. What Have We Done (HC The Chemist)
6. My Street Blues (DJ Uneek)
7. Nuff Respect (Scott Storch)
8. Roam In Ya Zone (1500)
9. Let Ya Self Go (Donte Carter)
10. No Mas (unknown)
11. Too Small (DSP)
12. Wanna Ride (Duane DaRock)
14. Life’s Been Good (DSP)
15. Celebration (Thin C)

16 Fevereiro 2010

MP3: GOG - Ponto Phinal (2009)



Letra: GOG - Ponto Phinal

Pediu Perdão Pelo Painel, Povo Perdoou!
Perseguiu Perueiros, Placas Publicitárias, Pavor!
Pego Pela PF-Pandora Pegando Propina... Protelou!
Podridão Propagou, Pelos Poros Pipocou
Proporções Profundas, Prece Pós-Paulada
Parlamentares Pouco Prudentes Povoando Paletó Processados, Pega!
Panorama Prova Porque Precisamos Parar Pra Pensar,
Pensar Pra Por Pessoas Possuindo Poder!
Pelegos, Paga Paus Provocam, Proclamam... Psiu!
Para! Proibido Proibir! Proibido Proibir!
Posso Prosseguir? Pode!
Posso Prosseguir? Podemos!
Plano Piloto, Planaltina, Paranoá, Pedregal,
Professoras, Pedagogos, Psicólogos, Passadeiras,
Porteiros, Palmarinos, Pais, Pedestres, Pioneiros,
População Perplexa Pergunta! Porque Panetone?
Poderiam Pedir Pernil, Presunto, Peru,
Passas, Pavê, Pudins, Patê, Presentes,
Passagem Prazerosa, Pro Povo Preto, Pobre, Periférico
Pavimentação Pública, Paradas, Pontes, Pistas, Postes, Passam!
Paparicado, Patrocinado Por Peculato, Porcentagens, Pagamentos,
Picadeiro Prosperou... Pandemia!
Protegidos Por Padroeiras, Pactos, Pistolas, Patolas, Procuradores, Padrinhos
Pistolões Promulgaram PDL’s, PDOT
Plantel Possui Palácios Pomposos, Pratarias, Parabólicas,
Passaportes, Pingentes Preciosos, Pisos Parquê!
Promovem Passeios Paisagísticos, Pares Perfeitos,
Patrocinam Pileques, Pescarias Picantes, Prefeitos
Posso Prosseguir? Pode!
Posso Prosseguir? Podemos!
Professor Pastinha! Patativa, Poeta Prosador:
Pelas Palafitas, Palhoças, Persistem Penúria,
Pindaíba, Penumbra, Precariedade
Pernilongos, Percevejos, Perambulando Pelas Paredes Picam Pessoas
Pediatras Presenciam Pupilos, Pimpolhos,
Pirralhos, Prematuros, Perdendo Peso!
Pálpebras Pálidas, Pulsos Palpitantes,
Pupilas Piscando... Pobreza Polui? Pobreza Polui?
Posso prosseguir?! – Pode!
Posso prosseguir?! – Pode!
Possuo Palpite, Particular, Pessoal Polêmico.
Punição Pros Patifes?
Pena Pro PO? pArruda?
Pega Palmatória! Pega Palmatória!

09 Fevereiro 2010

Maresia lança álbum: "Guerreiro do 3º Mundo"!



Mais um lançamento que vem confirmar a força da música independente e comprometida com a transformação.

Maresia, MC da cidade de Samambaia acaba de lançar seu 1 álbum intitulado 'Guerreiro do Terceiro Mundo', faixa do CD produzida a partir de sampler de Edson Gomes. O trabalho é uma verdadeira arqueologia da música brasileira, resgatando o ritmo e a musicalidade nacional, junto a boas levadas e forte conteúdo.

O rapper iniciou sua carreira em 1997 junto com seu irmão Rapadura; Após passar por diversos grupos como Consciência armada, PJL, Art'vistas, adquire vivência, maturidade e experiência para seguir em carreira solo.

Além da atuação como Rapper, Maresia é empreendedor. Gesta, dirige e vende produtos ligados a cultura e moda urbana na loja Sub-mundo Hip Hop na cidade de Samambaia, atuando como revendedor de grandes marcas.

1 - O CD Guerreiro do Terceiro Mundo vem sendo gestado a 3 anos. Qual a maior dificuldade encontrada para lança-lo e quais frutos veem sendo colhidos?

Umas das maiores dificuldades foi à falta de patrocínio. Os gastos com a produção e elaboração do álbum são altíssimos.
Gera certo desanimo quando você planeja lançar em um ano, porém o tempo passa, e lá se vão longos três anos, mas graças a Deus o sonho foi concretizado com o meu próprio suor. Os frutos são muitos: Se alguém escuta um som e esse som o faz refletir eu já estou recompensado pela vida toda, além da realização pessoal, um sonho realizado. Vários amigos participaram desse trampo entre eles: Rapadura, Nego Cartola, A fórmula, P J L, Dnac, Bravoz, Diautoria, Nego Dé, Nova Escola e Kiko Santana.

2 - A cerca da produção, inúmeras faixas são assinadas por seu irmão Rapadura, MC de grande expressão no cenário nacional. Infelizmente, grande parte de artistas, ligados ou não a cultura Hip Hop utilizam o mercado estadunidense, como norte ou modelo de produção, esquecendo assim a produção e musicalidade nacional. Conte-nos um pouco sobre os samplers utilizados e o que cada artista 'resgatado' representa pra você:

Samplers resgatando artistas do passado para o futuro como: Aguinaldo Timoteo, Roberto Carlos, Moacir Franco, Sidney Magal. Artistas que sempre representaram a nossa cultura em todo o mundo, mas com o passar do tempo o povo se esqueceu, porém continuam vivos nas canções. Eu tempo chegar ao menos em cinco por cento dos sentimentos que passaram.

3 - Quais estratégias foram elaboradas para divulgação e distribuição do álbum? Há previsão de festa de lançamento?

Estou utilizando os meios cabíveis na internet como: orkut, MSN, palcomp3. Porém pessoas como DJ Nego Gilson, G1 FM - Daher, DJ Nelson Ramos – Espaço do Rap e DJ Marquinhos da Smurphies colaboram bastante.
A DISTRIBUIÇAO estar sendo por meio das lojas: Submundo Hip Hop e Stylo Black e através dos fones: (61) 92825526 ou 86070276 ou 30397459. Estou esperando manifestações que venha a fortalecer a corrente do Rap sério, com muitos objetivos, porém sem patrocínios.

4 - Que vertente ou linha dentro do Rap o 'Guerreiro do Terceiro Mundo' segue?

GUERREIRO DO 3° MUNDO segue a linha mais protesto e resistencia, a exemplo de grupos antigos. Creio que é necessário ter caráter e identidade, saber o que estar falando; Não bastar fazer por fazer, tem quer ter proposta, mas também obras concluídas.

5 - A música 'São vários' tem a participação de inúmeros MC's do Distrito Federal. Conte-nos um pouco sobre esses grupos e que mensagem a música tenta transmitir.

Na canção ‘São Vários’ visei reunir grupos de varias cidades do DF integrando a ideologia com uma harmonia. Transmite uma mensagem que não importa onde você mora, a vontade de transformação é presente e nunca ira morrer.


6 - O Hip Hop em Samambaia, e em todo o DF tem enorme dificuldade de se articular. Deve-se isto também à própria conjuntura da região. Com a passagem mais cara do país e com o distanciamento cultural imposto pela criação de Brasília, que expulsou os trabalhadores do grande centro e os jogou em condições subhumanas a 20/50 km de distância. Como você enxerga o montante de dinheiro gasto nas festividades de 50 anos da capital do país, lembrando que 50 milhões foram destinados ao carnaval do Rio de Janeiro, recurso que os artistas locais não têm acesso. Qual maneira pode intervir e qual é o papel do Hip Hop nesta questão?

Primeiramente vejo que Samambaia é rica em cultura, mas não tem atuação constante ou sólida. Existem alguns pontos e alguns institutos, mas que não tem o poder aquisitivo para realizarem tudo que almejam. Os Mc’s, B.boys, B.girls, Dj´s e grafiteiros não tem uma organização, nem um local para se reunirem, nem apoio financeiro. As dificuldades não são só em articular o movimento, mas também em se firmarem no movimento ou em movimentos. A verba publica sempre é distribuída pra quem não precisa, é uma vergonha ver o analfabetismo, crianças subnutridas, idosos com uma lastima de aposentadoria, hospitais sem leitos, sem maquinas, mas o contraste vem com o gosto de impotência ao vermos as comemorações de Brasília ao extrapolar nos contratos de 500 mil reais ao contratar Xuxa ,Claudia leite. Sem contar à merda que vimos pela TV nos escândalos de menssaloes, dinheiro público em cuecas, meias, malas, panetones... Pra finalizar o ridículo ainda sujam envergonha o nome de Deus e dos nossos irmãos da nação brasileira. Nossa historia já vem manchada desde muito tempo. Basta! Não aos porcos corruptos.

7 - Como está e quais modificações ou ajustes devem ser postos para o crescimento do Hip Hop na região?

Para haver melhorias deve haver sensibilidades e pulso firme. Seriedade e atitude de ir ate o poder com objetivo. Tem que reunir a massa que é imensa e ter uma proposta, um projeto sério para que seja aprovado com remuneração pros demais combatentes.

8 - Quais grupos vem se destacando na região?

Vários grupos vêm nos trazendo orgulhos com o passar do tempo entre eles: A Fórmula, P J L, Justiceiros do Rap, Aborígine, Gury – gospel, dentre outros.

9 - Espaço aberto: Críticas, contatos...


E-mail: maresiarap@hotmail.com
Myspace: http://www.myspace.com/maresiamcartvista
Palcomp3: http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/maresiarap/
Comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=25298203
Telefones: ( 61 ) 92825526 ou 86070276 ou 30397459

08 Fevereiro 2010

Sobrevivente de Auschwitz monta banda de rap!

Esther Bejarano, uma das últimas integrantes sobreviventes da orquestra de mulheres de Auschwitz, fez música a vida inteira. Agora ela uniu-se a uma banda de hip hop para manter viva a memória do Holocausto

O som é familiar: batidas rápidas, rimas austeras, vocais poderosos apoiados por vozes femininas de fundo. Ao que parece, hip hop padrão.
No entanto, parece haver alguma coisa errada: as letras – algumas são em iídiche, outras em hebraico, e até em italiano. E, além disso, há aquela voz. Sem dúvida é muito velha para vir de um artista de hip hop, não?

Sim, caso o ouvinte tenha sido criado no mundo de rap no estilo de gangues, repleto de astros cercados por auxiliares quase nuas, conforme se vê na MTV. Mas Esther Bejarano, uma das estrelas de um novo álbum curioso e convincente – e do documentário que o acompanhará e que está em fase de produção – nunca esteve na MTV. Ela é uma das últimas integrantes sobreviventes da Orquestra de Garotas de Auschwitz, que era obrigada a tocar enquanto trens cheios de judeus e ciganos chegavam ao campo. Agora, junto como os seus filhos, ela fez um CD com os rappers do grupo Microphone Mafia, de Colônia. Quem quiser pode chamar o estilo de hip hop Holocausto.
“Isso é sem dúvida algo um pouco diferente daquilo que normalmente fazemos”, disse a “Spiegel Online” a minúscula Bejarano, de 85 anos, referindo-se ao seu grupo Coincidence, que inclui a sua filha Edina e o filho Joram, e que normalmente toca músicas judaicas e antifascistas. “Mas eu sei que esse tal de hip hop é popular entre a juventude. Achei que se trabalhássemos juntos, os jovens poderiam aprender mais sobre o que aconteceu naquela época”.

O álbum, chamado Per La Vita, inclui músicas com tema de resistência como Desateur e Avanti Popolo. Mas ele foi remixado para incluir rimas criadas por Kutly Yurtseven e Rossi Pennino, do Microphone Mafia, uma dupla de hip hop que está em atividade desde o lançamento do seu álbum de estreia em 1994.

E ele conseguiu um modesto sucesso, sendo que uma das músicas do CD é atualmente a número dois em uma lista de sucessos musicais criada para promover a música pop em língua alemã. A banda está atualmente fazendo apresentações pela Alemanha, com várias datas já marcadas para fevereiro, incluindo um show em Berlim no dia 27.

Porém, de forma geral, o álbum atraiu exatamente aquele tipo de atenção que os artistas esperavam. O projeto originou-se como uma resposta à iniciativa neonazista de distribuição de música de direita em pátios escolares em toda a Alemanha. A Confederação dos Sindicatos Alemães (DGB) perguntou ao Microphone Mafia em 2007 se o grupo estaria disposto a lançar um CD próprio – versões em rap de músicas judaicas para que os professores as distribuíssem aos alunos.

“Que máfia”?
O DGB sugeriu que Yurtseven, filho de trabalhadores turcos que vieram para a Alemanha durante o Milagre Econômico do país, entrasse em contato com Bejarano. “Assim, eu telefonei”, contou Yurtseven no último domingo, durante um evento em Hamburgo para a promoção do projeto. “Quando eu me apresentei, fez-se um silêncio total na linha. A seguir ela perguntou: ‘Que mafia?’. No início foi muito estranho”, disse Yurtseven a Spiegel Online.

Um clipe breve do filme a ser lançado (ele será concluído em algum momento mais para o final deste ano) mostra uma Bejarano de expressão enigmática no momento em que soube o que Yurtseven fez com o seu material. “Isso não se parece nada com as minhas músicas”, disse Bejarano.

Porém, pouco depois esse grupo improvável percebeu que tinha esbarrado em algo interessante. “Eu de fato passei a perceber como a música é capaz de unir as pessoas – ela realmente rompe fronteiras”, diz Yurtseven.

A própria banda proporciona muitas evidências disso. A parceira de Yurtseven do Microfone Mafia, Rosário Pennino, é oriunda de uma família católica que, de forma similar, mudou-se para a Alemanha em uma época em que o país importava mão-de-obra para alimentar o rápido crescimento econômico do pós-guerra. Os dois juntaram forças no final da década de 80, em parte para falar sobre a experiência de ser estrangeiro na Alemanha.

“Pura zombaria”
De fato, foi o foco do Microphone Mafia no deslocamento social que fez do grupo um parceiro óbvio para Bejarano. No entanto, havia diferenças culturais a superar.

“Eles são gente muito boa, mas são meio caóticos”, diz Bejarano com uma risada, referindo-se aos seus parceiros hip hop. “Eles pulam bastante quando estão no palco. Eu lhes disse que talvez devêssemos reduzir um pouco esse ímpeto, mas as pessoas receberam o trabalho muito bem. Elas dançam e elogiam muito”.

Bejarano e a sua família pretendiam deixar a Alemanha nazista e mudar para a Palestina no início da Segunda Guerra Mundial, mas foram presos e enviados para um campo de trabalhos forçados não muito distante de Berlim, em uma cidade chamada Fürstenwalde Spree. Em 1943, quando tinha 18 anos de idade, ela foi deportada para Auschwitz. Bejarano conta que inicialmente foi obrigada a carregar pedras pesadas de um lado para outro de um campo. “No dia seguinte, tínhamos que carregar as pedras de volta”, recorda-se ela. “Era pura zombaria”.

Mas seis semanas depois ela ouviu dizer que as SS estavam procurando mulheres para uma nova orquestra. “Eu disse que era capaz de tocar acordeão, um instrumento que nunca tocara antes, mas eu sabia tocar piano”, conta ela. Os guardas do campo obrigavam a orquestra a tocar quando os trens descarregavam as vítimas destinadas às câmaras de gás.

“Muita coisa a fazer”
“Eu vi muitas coisas ruins e passei por experiências horríveis”, diz ela. “Mas o pior foi tocar quando os trens traziam pessoas para as câmaras de gás – e eu sabia para onde eles iam, e eles não tinham a menor ideia do que lhes esperava. Isso é algo que jamais esquecerei. Foi terrível”.

Bejarano acabou sendo enviada para o campo de concentração de mulheres em Ravensbrück, antes de escapar de uma marcha forçada, alguns dias antes do final da guerra. Os seus pais e a irmã morreram no Holocausto.

Desde então, ela dedicou a sua vida à música e a manter viva a memória do Holocausto. Ela visita regularmente escolas na Alemanha, onde conta a sua história com uma franqueza amigável. Tendo tocado durante anos na banda Coincidence, ela está longe de ser uma estranha aos palcos.

E agora Bejarano está na rota para tornar-se uma estrela do hip hop. “Nós pretendemos gravar um outro CD”, diz ela. “Temos muita coisa a fazer”.


Confira a capa e tracklist do álbum:




1. Schir LaSchalom
2. Avanti Popolo
3. Karli Kayin
4. To Sfaijo
5. Zu ejns, zwej, draj
6. Die "Judenhure" Marie Sanders
7. Adama, admati
8. Viva La Verita
9. Desateur
10. Querida
11. Bella Ciao

Conheça mais sobre Calibre MC!


Por Calibre MC

"Edson Reis (Calibre MC), nasceu na cidade do Rio de Janeiro e aos 8 anos foi morar na Bahia, devido a separação dos seus pais.

Iniciou sua trajetória musical nas batalhas de rimas em Salvador, ganhando destaque por ser finalista por duas vezes consecutivas em campeonatos de Free Style, ficando com o segundo lugar, e campeão por duas vezes do projeto Sociedade nos Bairros (evento que reuni uma gama diversificada de gêneros musicais).
No ano de 2002 gravou o seu 1° disco na cidade do Rio de Janeiro, "Não somos fracos, somos muitos".


No ano de 2005, Calibre MC mostra a cara para o mundo, com os seus 2 vídeos clipes (Humildade no Passado e Discriminador Ambulante) produzidos na ITÁLIA, na cidade de MILANO, uma conexão entre o Brasil e a Itália através das atividades com a Capoeira, onde o mesmo é professor.
Os vídeos concorreram, como melhor vídeo clipe de rap nacional 2005 e 2006 (HUTUZ), no mesmo ano cantou no Palco alternativo.


Já fez alguns shows de abertura e dividindo o palco com renomados grupos e personalidades da música brasileira como: Racionais MC’s, Zé Cabalero, MV Bill, Sombra, Tonho Matéria e Tio Fresh.

Calibre faz shows em diversos ambientes e festas das mais diversificadas possíveis:

Semana Internacional de Cultura (Camaçari), no Carnaval, percurso Campo Grande - Castro Alves com o Trio África 900, Rádio Sociedade, Vila Folia, Fora de Órbita, Black in Fest, Ritmo da Arte Negra, Sociedade nos Bairros, Festa de Arembepe, Musicalidade Black, Desfile de Moda Primavera Verão 2008 (Camaçari), 2009 show no Pelourinho com
Tonho Matéria (Olodum) dentre outras.


Nos principais teatros da Bahia dentre eles: Jorge Amado (SSA), Cidade do Saber (CAMAÇARI), Plataforma (SSA).

O HIT ``No Balanço´´ produzido por ele, com participação do vocalista do OLODUM (Tonho Materia) e o Tio Fresh (Sp Funk), está na lista das mais pedidas no Programa evolução Hip Hop com o Dj Branco 107.5 Educadora FM.


Finalista do RPB etapa Bahia, com o clássico - Casinhas Pequeninas.


Representante da PROHIPHOP-BA  Participo da Cquarta n°102 ``Quando a polícia´´ com o Rapper Cabal.

Lança o single Na cabeça o boné, que faz parte do seu novo álbum O mais falado, o hit Na cabeça o boné  é a musica que nós shows em Salvador Geral Canta tipo Hino http://www.youtube.com/watch?v=dKxw62HkbNA

Além disso, o nosso Baianinho, como é conhecido no cenário da capoeira, atuou numa peça teatral (A caminho da ternura) dirigida pelo diretor e ex-secretário de cultura Ivanildo Antônio. Contracenando com atores como: Sérgio Manberte, Paulo Beti, dentre outros.

Atualmente está trabalhando no álbum O Mais Falado junto com O MC Fall."


Blog Oficial  - www.timedrua.blogspot.com
(Matérias, Vídeos, Downloads, Fotos, Release)

Vídeos : www.youtube.com/calibredorap
MySpace : www.myspace.com/calibredorap
Twitter - www.twitter.com/calibremc

CONTATO : filhodepeixe@hotmail.com
(71) 92377271 ou 32079355

CLIPE - Humildade no passado
http://www.youtube.com/watch?v=YMOJ-Z2WqkY

CLIPE - Descriminador Ambulante
http://www.youtube.com/watch?v=fKsj7co7kxs

DEMO CLIPE - Dinheiro e Mulher
DESFILE PRIMAVERA VERÃO
http://www.youtube.com/watch?v=B9yEcbbCwQE

(ao vivo ) Na Cabeça o Boné e O Novo Hino de Salvador
http://www.youtube.com/watch?v=dKxw62HkbNA


DOWNLOADS - www.timedrua.blogspot.com

04 Fevereiro 2010

Diga How convida GOG para o lançamento do seu primeiro trabalho!


O Grupo criado em dezembro de 2003 lança no “Batidão Sonoro Convida”, nesta sexta-feira dia 05/02, seu prileiro CD, “Homônimo”, onde o Poeta GOG participa de uma faixa. O evento contará também com a veterana DJ Donna, destaque na cena do Hip Hop nacional representando o DF em 2000.

O evento irá rolar no Parque da Cidade, Estação 10, a partir das 22hs.

A festa será uma edição extra, já que em todo o mês de janeiro despontaram como um pico de alta tensão sonora.

Show:

DIGA HOW (particip. esp. Higo - Ataque Beliz e GOG)

Discotecagem:

- DJ OCIMAR (DA BOMB)
- DJ DONNA
- BATIDÃO SONORO
- JETSON (CONFRONTO)

Promoção:

INGRESSOS 5 R$ ATÉ 00 HS, APÓS 10 R$!

Inf: 61 8433 6692

Classificação: 18 anos.

03 Fevereiro 2010

Nota de esclarecimento sobre a matéria do Correio Brasiliense por Higo Melo (Ataque Beliz)

"O primeiro tiro no pé do ano!

Higo Melo - Ataque Beliz

Alguns espaços na mídia local tem dado uma grande força ao Ataque Beliz e isso, por um momento, fez a gente se despreocupar com o desserviço que várias vezes esse meio nos presta. Talvez a jornalista tenha "caprichado" demais na tentativa de mostrar que "o rap não é só protesto" e jogou Ataque Beliz, Viela 17 e Lívia Cruz numa vala comum. Imagine que desde que acordei (não muito cedo...) recebi mais de dez ligações falando sobre a matéria no Correio Brasiliense de 02/02/2010 e embora a soma dos numeros dessa data seja 7, o numero da perfeição, essa foi a pior matéria sobre a suposta Nova Geração do Hip Hop. Primeiro que nem o Ataque nem o Japão (Viela 17) é nova geração no hip hop, pois iniciamos nossas carreiras quando a banda Câmbio Negro, grande referência da velha escola do rap nacional, ainda estava na ativa e bem forte. Inclusive minha primeira gravação em CD foi a música Lado Sul - Falso Sistema (1999) que também tem a participação do "X" - Câmbio Negro.

Todas as pessoas que me falaram sobre a matéria se decepcionaram com seu efeito, pois ja ouviram nosso cd e não foi só uma "audição rápida".

O título diz "Nova geração do HipHop deixa de lado as rimas de protesto para falar de experiências pessoais" e a frase que mais se assemelha com a verdade vem em seguida

"O som é mais mesclado, até com samba"

Nosso companheiro "X" ex-integrante do extinto Câmbio Negro foi muito feliz quando disse na entrevista "Rap sempre foi concientização, protresto, politização e hoje está

enveredando por um caminho que é a própria cova" o problema é que essa fala foi associada ao trabalho das bandas citadas na matéria. Isso fez muita gente pensar que o cara tem um ódio mortal da aqui chamada de "nova geração". As primeiras pessoas a se manifestarem contra foram as que viram, no Rio de Janeiro, Ataque Beliz dedicar o prêmio RPB 2009

ao "X" do Câmbio Negro por ser inspiração para musica vencedora "O giz e o fuzil" uma mistura de "rap de protesto" e rock. Em essência "O giz e o fuzil" é a cara dessa mistura que fez do Câmbio a banda mais popular do DF no Brasil. Dedicamos a ele pelos anos de resistência no rap mesmo sendo discriminado no proprio por fazer essa mistura.

O CD RECONCEITO, do Ataque Beliz, traz várias misturas com o mesmo teor. Por exemplo: Bom Som, que faz uma auto-crítica tão ácida quanto a fala de nosso camarada.

As Maravilhas do HipHop um desabafo sobre o desreipeito "oferecido" aos grupos de rap nos eventos. Como Poderia, mistura de rap e reggae dançante que fala do "porque não se vendar ou se vender" diante de tudo o que vivemos, e por aí segue com Tudo por dinheiro, O giz e o fuzil, Embolada (ou cordel cantado) cada uma com sua grande carga de protesto. Isso mostra que nosso rap é entretenimento e protesto ao mesmo tempo.

Gostaria de agradecer a Yale Gontijo pelos espaços no Correio abertos para o hiphop do DF, mas dessa vez não nos trouxe muita satisfação...

Quem conhece sabe o motivo da minha insatisfação com o texto. Quem não conhece, por favor, conheça e não tome esse matéria como a mais pura verdade.

Leia a matéria on line:


P.S.

A partir de sexta feira (06/02) a página www.ataquebeliz.com voltará a funcionar com o CD completo para audição e para baixar.
Quem não quer esperar ou quer dar uma força a banda pode procurar Na Pro Vinil ou Só Balanço no Conic, Na Jonny Size ou na Galeria ambas em SP.Ainda estamos fechando a distribuição para outros estados.
Quem tiver interesse em revender é só entrar em contato comigo 61 9273-1457 o no email

Abraços e muita luz a todos."

02 Fevereiro 2010

Nova geração do hip-hop deixa de lado as rimas de protesto para falar de experiências pessoais!


O rap não é mais o mesmo. Mudaram a rima, a forma, o conteúdo, as letras e a tão propalada atitude dos rappers. As transformações pouco ortodoxas são feitas por geração principiante nos riscados do hip-hop e encaminha o gênero por trajeto inédito no Brasil e já muito utilizado no exterior. Uma audição rápida do CD Reconceito, do grupo do Paranoá Ataque Beliz (com lançamento previsto para este mês, mas já encontrado na Só Balanço e Pró Vinil, ambas no Conic), dá um atestado dessa outra concepção. Formado por Anderson Rodrigues e Higo e Alisson Melo, o grupo, que já tem oito anos de carreira, faz um passeio por diversos gêneros musicais, desde o samba até a embolada nordestina. Entram também o jazz e o R&B; nas 21 faixas gravadas no Q-Estúdio.

"Essa mistura não foi uma decisão consciente. Ela aconteceu naturalmente, seguindo o que cada música pedia", explica o vocalista e produtor do álbum, Higo Melo. "Já disseram que nosso som não é rap. Mas, como o próprio nome diz, o gênero é ritmo e poesia. Dentro desse conceito, somos livres para experimentar", defende Melo. "Fundamentalmente, o rap é misturado com outras músicas em samplers, que usamos para fazer as batidas", observa a cantora pernambucana radicada no DF Lívia Cruz, igualmente adepta da nova onda. "Então, o rap sempre recebeu a influência de outros gêneros musicais", completa a cantora.

As temáticas também se diversificam. As letras recheadas de denúncia social são substituídas por trajetórias pessoais, narradas em letras que valorizam o esforço individual e quase nunca o coletivo: "Não basta chegar, tem que lutar, tem que trabalhar/ Não adianta só tentar, tem que conseguir/ Tem de crescer, para se levantar, sem passar por cima de ninguém/ E nem de si/ Eu vi vários falhar, eu vi vários chorar e outros eu nem vi/ Vi vários rimar/ Tudo são MCs/ Minha parte é tentar e graças a Deus, consegui", declara a MC Flora Matos, em Meu caminho, uma das faixas da elogiada mixtape Flora Matos vs. Stereodubs. Lançado em novembro passado em São Paulo, exibe influências jamaicanas de reggae, dub e eletrônico.

"O rap sempre teve muitos contrapontos. Onde moramos? Como vivemos? E como a periferia era vista pela alta burguesia e pela polícia. Bastava ser do contra. Você tinha de morar na favela, ser negro e do candomblé, mas foi mudando com o passar do tempo. Não adianta ficar parado, ficar se vitimando sempre. 'Sou pobre, vou morrer pobre e a polícia vai vir aqui me bater e tal.' Acho que o rap está acordando para isso", opina Japão, vocalista do Viela 17, de Ceilândia, veterano com 20 anos de carreira, que já mudou o estilo nos recém-lançados Lá no morro e Rap com ciência (projeto feito com alunos de escolas públicas do Distrito Federal).



Afastado do hip-hop desde o começo da década, o ex-vocalista do Câmbio Negro X não encontra espaço dentro da nova configuração: "Rap sempre foi conscientização, protesto, politização e hoje está enveredando por um caminho que é a própria cova. A música tinha que ter conteúdo. Independentemente do que se falava, você precisava ter embasamento. Muita gente criticava tanto o pagode e o axé, mas o que se faz hoje é música de entretenimento, para dançar. Eu não gosto desse novo rap". "Nós temos ótimos comediantes no país. Então, não precisa de rap engraçado. A situação política e social só se agrava.
Mas decidiram que isso não vende mais. A rapaziada quer falar de carrão, de limusine, de mulher da bunda de fora e por aí vai", completa o veterano. Os iniciantes se defendem: "O importante é escolher o seu papel. Meu grande protesto é esse. Mostrar que a pessoa pode ser livre e escolher seu próprio caminho", finaliza Lívia.

Como eram as letras

"Agora irmãos vou falar a verdade/ A crueldade que fazem com a gente/ Só por nossa cor ser diferente/ Somos constantemente assediados pelo racismo cruel/ Bem pior que fel é o amargo de engolir um sapo só por ser preto/ Isso é fato/ O valor da própria cor/ Não se aprende em faculdades ou colégios/ E ser negro nunca foi um defeito, será sempre um privilégio/ Privilégio de pertencer a uma raça que com o próprio sangue construiu o Brasil/ Sub-raça é a p%u2026 que pariu!"
Sub-raça, Câmbio Negro

"Se joga da mira que a guerrilha está engatilhada/ A ira dos manos que você traiu sai como uma rajada/ Aqui na favela para mim de nada tu é útil/ Se joga ladrão, pois não quero ver a sua cara inútil/ Quando cola com os manos, quer ser boa pinta, fazer seu papel/ Mas aqui na favela já foi condenado está no banco dos réus/ Paga de anjo, diz para todos que é mensageiro da paz."
Batalha sangrenta, Viela 17

Como elas ficaram

"Protagonista escolhi o meu papel/ Me orgulho das conquistas, nunca esperei cair do céu/ A vida é selvagem, difícil de domar/ Mas eu sou amazona e estou pronta para laçar/ Sou eu quem cuido da cria, sou eu quem vai a caça/ Leoa na selva fria, sei que a carne é escassa/ E eu estou na cidade, onde carne é grana/ Capital da vaidade, sem piedade e insana."
Protagonista, Lívia Cruz

"Por esquinas da vida clandestina eu vou caminhando em corda bamba, sem saber se amanhã terei vida/ Mas, assim vou/ Caminhando na cidade, na malandragem/ Quando posso vou prum samba de raiz/ Melodiando num lugar excluído desse país/ Pois apesar do sofrimento, muita gente aqui é feliz/ Não tenho vergonha de onde sou/ E o que sou hoje é pelo amor que recebi."
Ela me ensinou chegar, Ataque Beliz

Festa: Microfonia - Batalha de MC's!

01 Fevereiro 2010

Wyclef Jean diz que Fugees deve ser reunir para uma música em prol do Haiti!

O rapper haitiano Wyclef Jean pretende reunir seu antigo grupo, o Fugees, segundo o "Gigwise". Ele disse que o trio formado com Lauryn Hill e Pras Michael deve gravar uma música para levantar recursos em prol das vítimas do terremoto no país de nascimento.

"Todo mundo está fazendo coisas relevantes e quando a hora é certa, a vibe é certa, o Fugees deveriam contribuir com single para o Yele Haiti. Acho que levantaria muito dinheiro", disse.

Wyclef foi um dos organizadores, junto com George Clooney, do "Hope for Haiti now", que arrecadou mais de US$ 57 milhões para o país. O rapper dirige a entidade Yele Haiti, em prol do Haiti. No entanto, ele também demontrou preoupação com a destinação da quantia doada ao país.

"Aqui está uma oportunidade para realmente reconstruir o país do zero. Meu maior medo é todo este dinheiro que está sendo levantado. Quem está acompanhando esse dinheiro para garantir que está sendo usado corretamente?", alertou Wyclef Jean.


O rapper e produtor haitiano Wyclef Jean, do Fugees, subiu ao palco para agradecer ao apoio dado ao povo de seu país após o terremoto que o devastou. "Vim para cá (EUA) em 1996 com uma bandeira do Haiti nas costas. Agora ela está de volta. Infelizmente, com uma tragédia", lamentou, antes de pedir atenção para a performance de Mary J. Blidge e Andrea Bocelli. Eles cantaram "Bridge over troubled water", de Simon e Garfunkel, com arranjo de David Foster.

Fonte: O Globo

Compositores incentivam seguidores a criar coletivamente músicas pelo Twitter!

Os diretores do Royal Opera House de Londres andavam preocupados com a imagem da instituição. O gosto inglês pelas tradições não evitou o afastamento do público para bem longe do luxuoso teatro fundado no início do século 19, dedicado a apresentações de ópera. Os ingleses o enxergam como símbolo de elitismo e ostentação. A solução encontrada para popularizar o templo da ópera foi apelar para 140 caracteres de computador. Criado como rede social há quatro anos, o Twitter virou caminho para dinamizar o espaço cultural. Desde agosto passado, um libreto é escrito com a ajuda dos usuários do microblog, que hoje movimenta 11 milhões de internautas.

A tarefa não é fácil. Por enquanto, os compositores virtuais criaram o bizarro caso de Hans, homem aprisionado numa torre por grupo de pássaros furiosos, com o assassinato de um dos companheiros. A única esperança do personagem é a ajuda da Mulher Sem Nome, que trabalha para libertá-lo em um laboratório distante. A subversão do enredo de contos de fada em uma ópera moderna despertou a curiosidade do público, dividiu a opinião da crítica especializada e causou rebuliço na imprensa do Reino Unido. Porém, muitos apostam que a história terminará como começou: sem pé, nem cabeça.

Adeptos da ONG Música para Baixar, o líder do grupo cênico musical O Teatro Mágico, Fernando Anitelli, e o rapper brasiliense GOG pegaram a dianteira da nova moda e também encabeçaram composições via web. Em O que se perde enquanto os olhos piscam, do Teatro Mágico, objetos esquecidos, como toalhas de acampamento e batom de cacau, são numerados até que sejam encontrados novamente. A canção evolui para problemas sociais e a eterna falta de memória coletiva dos brasileiros quando o assunto é corrupção política. A música devidamente gravada já está disponível para downloads gratuitos no site da gravadora Trama.

Sabendo do sucesso da empreitada feita pelo amigo, o rapper GOG enviou um tweet aos seguidores dele com o desafio: criar o tema "música e liberdade" em apenas 24 horas. O resultado já foi registrado em estúdio com participações de Ellen Oléria, Marcelo Mira e outros, mas ainda está sem previsão de lançamento na rede. Existe a possibilidade também de a música ser transformada em um videoclipe. "A indústria fonográfica sempre vendeu a ideia de que quem compõe músicas é um ser iluminado. Queríamos provar que não é bem assim, qualquer um pode compor", defende o rapper.

Reza o velho ditado que duas cabeças pensam melhor do que uma. Será que o mesmo se aplica às composições feitas pela união de esforços no Twitter? "Existem muitas canções lindas com letras incoerentes. Açaí, do Djavan, por exemplo diz 'açaí guardiã, zum de besouro, ímã, branca é a tez da manhã'. Mas, eu achei que a nossa está seguindo um sentido porque elegíamos uma frase por semana e as seguintes eram baseadas na última criada", acredita Alexandre Carlo, líder da banda de reggae Natiruts.

Há alguns meses, uma promoção foi lançada no site oficial da banda brasiliense para compor o "primeiro reggae feito pelo Twitter no Brasi" e rendeu até agora uma música com 12 frases. Em vez de lançar um tema, o reggaeiro, que seleciona pessoalmente os melhores versos, optou por escrever a primeira frase: "Troque o medo em seu peito por amor." Atualmente, é decidido qual será o refrão.

O nó da criação

Acostumado a começar as composições pela melodia, o vocalista e arranjador Alexandre Carlo se diz desafiado pela inversão da ordem em seu processo de criação. Antes de lançar a promoção, porém, a banda buscou orientação jurídica e se baseou no 5º e no 6º artigos da Lei nº 9.610/98 de Direitos Autorais para compor o regulamento da promoção. Pelos termos, os participantes devem abdicar de eventuais ganhos financeiros, que serão revertidos para instituições de caridade indicadas pelos twitteiros compositores.

O presidente do Clube dos Compositores do Brasil, Percy Castanho Júnior, também advogado, faz algumas ressalvas sobre a questão autoral: "Nesse caso, me parece se tratar de uma composição coletiva. É bom para os compositores desde que sejam respeitados os direitos deles". "Para abdicar dos ganhos eventuais, é preciso que o autor assine um termo concedendo os direitos. Na internet, é comum um campo em que o usuário aceita ou não os termos legais. No caso dessa promoção, não fica claro que o participante abriu mão dos seus direitos", explica Castanho.

Em processo

Letra do primeiro reggae em fase de criação pelo Twitter por fãs do Natiruts:

"Troque o medo em seu peito por amor /Descarregue o peso do que já passou. Esse vazio que ainda permanece /É espaço para o que chega, preenche e aquece/Sentimento nobre que vem do coração /reascende a essência da alma e semeia sorrisos que afastam a solidão/ A vida às vezes tem altos e baixos como uma maré/ Mas sempre nos ensina a nunca se entregar e seguir com fé/ Sem medo de errar, dou a volta nesse mundo/ Vou atrás do que acredito, sonho alto, canto junto/ Preservando a natureza e praticando o bem/ Dou valor ao que se fez e não ao que se tem/ Na cabeça levo o reggae e amor no coração/transformando toda inveja só em boa vibração/ Vou mudando, evoluindo, vou chorando vou sorrindo/ Se sofri já não importa, minha coragem me conforta/ Agradeço a Deus por me fazer enxergar / Que se hoje eu perdi, amanhã vou ganhar/ Na bagagem eu carrego toda a minha experiência /Não importa onde eu esteja, nunca esqueço a minha essência"



Postagens Recentes

Powered by Blogger Tutorials


Visite os sites e blogs parceiros do Loko do Cerrado, "clique aqui"!