23 Março 2010

Calibre MC e Fall Clássico - Me Dei Bem (Single) (2010)



Calibre MC e Fall Clássico - Me Dei Bem (Single)


Por Calibre MC

"Mais um trabalho da dupla @CALIBREMC e @FALLCLASSICO que acabou de sair do forno...
A forma com que a melodia casava com as vozes do Hurricane na musica Hay bay bay, ficou foda! Gostei! e tomei a atitude que me convem - isso vai ficar legal, se eu cantar Me dei bem."

Baixe a mixtape Bom Jogador
(Matérias,Videos,Downloads,Fotos,Release)
www.timedrua.blogspot.com

Twitter - www.twitter.com/calibremc
CONTATO: filhodepeixe@hotmail.com
(71) 92377271 ou 32079355

Clique aqui e baixe também a Mixtape "Bom Jogador" lançada por Calibre MC no início do ano!

22 Março 2010

Akon é alvo de protestos no Sri Lanka acusado de profanar imagem de Buda!

Rapper tem show marcado no país em abril.
Manifestantes jogaram pedras na rádio que patrocina apresentação.


Manifestantes jogaram pedras nesta segunda-feira (22) em uma rede de rádio e TV no Sri Lanka que anunciava um show do rapper de origem senegalesa Akon no país. O incidente deixou quatro trabalhadores feridos e danificou o prédio.

Os manifestantes estariam protestando contra o clipe de “Sexy chick”, que profanaria a imagem de Buda. O vídeo mostraria mulheres seminuas dançando sensualmente em uma piscina com uma estátua representando Buda ao fundo. A maioria d apopulação do país é composta por budistas.

O porta-voz da polícia local Prishantha Jayakody disse que vários manifestantes foram presos após jogarem pedras na sede da Majaraja Organization, a rede que patrocina o show do rapper, marcado para abril na cidade de Colombo.

Em torno de 200 pessoas se reuniram repentinamente do lado de fora do edifício da rede jogando pedras, conta Chevan Daniel, editor de notícias da Maharaja. Quatro funcionários foram feridos superficialmente.

As pedras destruíram algumas janelas da rádio, e também atingiram veículos estacionados do lado de fora, disse Daniel. Placas exibidas pelos manifestantes traziam a mensagem “Parem com o show de Akon”.

Fonte: G1

19 Março 2010

35 DIAS DE HAITIVISMO!


LANÇAMENTO DA CAMPANHA 35 DIAS DE HAITIVISMO

No próximo domingo, dia 21 de março, será lançada a campanha 35 dias de HAITIVISMO: A JUVENTUDE PELO HAITI,  que pretende arrecadar barracas,  tendas e toldos para abrigamento provisório da população haitiana na Capital Porto Príncipe.

A campanha é desenvolvida pelo movimento HAITIVISMO, idealizado por estudantes brasilienses e que  pretende resgatar e difundir largamente a história da ilha caribenha e a importância da grande revolução negra. A data do ato de lançamento, que será uma realização do Museu da República, é estratégica: Dia Internacional Contra a Discriminação Racial.

Estão previstos debates e apresentações culturais com artistas de Brasília, no Museu da República, a partir das 15h, com entrada gratuita.

Programação:

  • Debates
  • Shows:  ATAQUE BELIZ, DIGA HOW, RAPADURA, NEGO DÉ, HA ONO BEKO, FORA DE SI, HOMEM DE PEDRA, PEGADA BLACK, AQUILOMBANDO, HOMEM DE PEDRA.
  • Esquetes Teatrais
  • Discotecagem:  DA BOMB, CRIOLINA, BATIDÃO SONORO, CONFRONTO SOUND SYSTEM.
  • Projeções de vídeos sobre o Haiti na cúpula do Museu
  • Apresentação de basquete de rua pela CUFA/DF
Parceiros: Associação Nacional dos coletivos de empresários e empreendedores Afro- Brasileiros – ANCEABRA/ Bonde Comunicação/ Griô produções/ Centro Universitário de Cultura e Arte – CUCA da UNE - DF / Central Única das Favelas – CUFA/DF / HC Loc – Assessoria e Divulgação Parlamentar, locação de veículos, produções e eventos/ Coletivo Unos /União Nacional de Esposas de Militares das Forças Armadas – Unemfa/ Jardim Botânico de Brasília/ Gasol – Combustíveis automobilísticos/ Coletivo de Redes Unbando / Juventude Socialista Brasileira – JSB/ União de Negros pela Igualdade – Unegro/ Cirilo Quartim – Artes Visuais/ União Nacional dos Estudantes – UNE/ Opção Brasil – Organização Não-Governamental/ União da Juventude Socialista – UJS/ Sindicato dos Correios do DF/ Central dos Trabalhadores e das trabalhadoras do Brasil – CTB/ Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar no DF – SAE-DF.

Mais informações: 61. 8614-8506 – Luciana Soares, juventudepelohaiti@gmail.com, haitivismo@gmail.com ou www.juventudepelohaiti.wordpress.com

Celebração à vida! Frase de GOG sobre o Haiti!

“Essa noite é de celebração da vida e da sobrevivência. A primeira nação negra do mundo pede ajuda. Depois de ver décadas de sofrimento e fome crônica, me questiono porque a ajuda não chegou antes. A rima tem urgência irmão! O dia da igualdade está chegando, seu doutor”, declarou o rapper GOG em discurso durante o show "Fraternidade ao Haiti" que ocorreu dia 17 no Teatro Nacional.

Dizzee Rascal lança autobiografia em outubro

A trajetória de vida do rapper Dizzee Rascal, dos subúrbios de Londres para o sucesso no mundo da música, é o foco da autobiografia que o cantor lança ainda este ano. Escrito em parceria com o jornalista Ben Thompson, a obra deve chegar às prateleiras das livrarias inglesas em outubro.

A publicação da biografia, provisoriamente chamada “The Dizzee Rascal Story”, faz parte de um acordo entre o selo do rapper, Dirtee Stank, e a editora Canongate. O cantor, chamado Dylan Kwabena Mills, tem 24 anos e quatro álbuns lançados.

O mais recente trabalho de Rascal é o álbum “Tongue n’ Cheek”, lançado no ano passado. 

É hoje: Emicida (SP) e MC Marechal (RJ) - Funfarra!



Emicida (SP) e MC Marechal (RJ) comandam a Funfarra hoje!

O melhor do rap nacional anima a tradicional festa das sextas-férias da Capital Federal. Nesta semana (19 de março), Emicida e MC Marechal se juntam a uma equipe de feras de Brasília e prometem muita diversão

O rap de alto nível se destaca na 91ª edição da festa Funfarra, que aterrissa no espaço Octopus, na próxima sexta-feira, 19 de março. Os encarregados pela animação musical de evento são Emicida (SP) e o MC Marechal (SP). Os DJs Pezão e Da Luz “quebram tudo” nas pistas antes e depois do show. Durante toda a noite haverá vídeo projeção e exposição do acervo Funfarra. A festa tem início às 22h.

O MC Marechal é um rapper reconhecido pela força de suas rimas e o domínio do palco. A fama do carioca extravasa as fronteiras do Brasil e encanta outros países que também têm o português como língua natal. Já o premiado Emicida arrebata torneios de freestyle e divulga seu trabalho em clipes e canções no youtube e myspace com números de exibições invejáveis. Seu primeiro mixtape apresenta 10 anos de rimas. A presença de palco e a qualidade musical das duas atrações garantem a diversão da Funfarra.

Serviço:

Data: 19/03/2010
Horário: 22:00 
Local: Octopus  
Endereço: L4 Norte - Setor de Clubes Norte (Clube do Servidor, em frente ao Centro Comunitário da UnB)
Música: Emicida e MC Marechal, DJ Pezão e DJ Da Luz
Informações: www.funfarra.org  /  (61)7814-1464

18 Março 2010

Afrodinâmicarima - Rimador Fanático (2009)





1. Não Diga Que Não Te Avisei
2. De Canto a Canto part. S.O.S Periferia
3. Pronto Pro Revide
4. Se Render ou Não?
5. Interlúdio
6. Justiça ou Morte
7. Crônicas Nada Irônicas
8. Rimador Fanático part. Ocorrência Criminal
9. Terra Natal
10. A Muito Tempo
11. Aquele Que Manipula Destrói
12. Protesto 2 part. Amant, Disparo Verbal e Ocorrência Criminal
13. O Rap é Isso Aí part. Ocorrência Criminal

Tupac assasinado em 96, comprou um carro no ano passado!

Nos EUA, ex-empregado de revendedora é acusado de sabotar carros virtualmente!

Hacker acionava dispositivos que impediam ignição e disparavam buzinas.
Sem saber o que acontecia, vários motoristas tiveram de chamar reboques.

A polícia do estado americano do Texas prendeu nesta quarta-feira (17) Omar Ramos-Lopez, de 20 anos, hacker acusado de sabotar virtualmente carros vendidos pela concessionária da qual ele havia sido demitido.

Ramos-Lopez usava a senha de um antigo colega de trabalho para desativar a ignição de carros vendidos pela sua ex-empresa e também para fazer disparar as buzinas deles, segundo a polícia.

Vários donos disseram que tiveram de chamar reboques ou ficaram presos em casa ou no trabalho.

"Ele fez esses clientes, agora vítimas, perderem dias de trabalho", disse Veneza Aguinaga, porta-voz da polícia de Austin. "Eles não entendiam o que estava acontecendo com seus carros."

O suspeito foi recolhido à cadeia do condado de Travis, com fiança estabelecida em US$ 3 mil.

A concessionária em que ele trabalhava instalava aparelhos de GPS que tinham a funcionalidade de impedir que fosse dada a partida. O sistema pode ser usado para recuperar os carros quando os clientes estão inadimplentes. O sistema que ativa as buzinas virtualmente tem a função de ajudar na localização quando os cobradores acreditam que os proprietários devedores estão  "escondendo" os veículos.

O dono da empresa, Jeremy Norton, disse que está tomando providências para que isso não aconteça mais.

Eles suspeitaram que algo estranho estava acontecendo em meados de fevereiro. Funcionários descobriram que alguém estava entrando no sistema e mudando nomes de clientes. Por exemplo, havia um registro fraudado de que o rapper Tupac Shakur, já morto, comprou um carro em 2009.

Logo, os clientes começaram a reclamar que seus carros recém-comprados não davam partida, ou que as buzinas tinham disparado, obrigando-os a desligar a bateria.

Inicialmente, a revendedora achou que se tratava de problemas técnicos.

Depois, funcionários descobriram que alguém tinha encomendado US$ 130 mil em peças da companhia que faz os aparelhos de GPS.

Avisada do caso, a polícia conseguiu rastrear o computador de Ramos-Lopez, o que levou à prisão do suspeito.

O dono da empresa disse que, ao ser demitido, Ramos-Lopez não parecia especialmente irritado. Segundo ele, o funcionário, depois de preso, parecia agir como se achasse que estava só "pregando uma "peça" sem consequências.

Fonte: G1

DMX condenado a 6 meses de prisão!


Uma juíza do estado norte-americano do Arizona sentenciou o rapper e ator DMX a seis meses de prisão em uma penitenciário de Phoenix por violar os termos de sua liberdade condicional ao usar drogas de maneira constante.

O rapper, cujo nome verdadeiro é Earl Simmons, foi detido na semana passada depois que as autoridades indicaram que ele havia admitido o uso de cocaína e que não estava cumprindo os termos de seu plano de tratamento.

Agora, o artista de 39 anos enfrenta cinco acusações por violar sua liberdade condicional.

O rapper nova-iorquino, cujos álbuns incluem “…And then There was X” e que atuou nos filmes “Romeu Tem Que Morrer” e “Contra o Tempo”, tem um longo histórico de detenções por acusações que vão desde crueldade animal, condução imprudente de um veículo e posse de armas.

Durante a audiência, a juíza revelou que havia feito uma oferta para tratar Simmons no centro de recuperação Pasadena, na Califórnia, lugar que aparece no reality-show da emissora VH1 “Reabilitação de Celebridades”.

Ela acrescentou que esse tipo de oferta deve ser aprovada pelas autoridades da Corte da Califórnia.

Fonte: Abril

17 Março 2010

Matisyahu faz única apresentação no Rio de Janeiro em abril!


O cantor Matisyahu se apresenta no Circo Voador, no Rio de Janeiro, no dia 10 de abril. O norte-americano, que mistura reggae, hip-hop e ska, aos ensinamento judaicos, traz ao Brasil o show do  mais recente álbum "Light", de 2009, cujo single "One light", ganhou versão com participação do rapper Akon.

Matthew Paul Miller, nome real do cantor, foi expulso várias vezes da escola judaica, adquirindo um estilo de vida hippie e cultivou os dreadlocks. Matisyahu estudou reggae e hip-hop e aprendeu beatbox, desenvolvendo o estilo reaggae-hip-hop. Os ingressos para a apresentação pode ser comprados no site ingresso.com.br.

Serviço:


Show: Matisyahu
Data: 10 de abril (sábado)
Local: Circo Voador
Endereço: Rua dos Arcos, s/n - Lapa/RJ
Telefone: 2533-0354
Horários: 21h (abertura dos portões) e 23h (show)
Preço lote 1: R$ 60,00 (estudante e promo e-flyer: www.circovoador.com.br/promos.php
Vendas pela internet: ingresso.com.br
Classificação etária: 18 anos (12 a 17 anos somente acompanho pelos pais)
Capacidade: 2.600 lugares

Fonte: SRZD

É hoje: Show “Fraternidade ao Haiti” no Teatro Nacional!



O bandolinista Hamilton de Holanda, o violonista Yamandú Costa, a banda Móveis Coloniais de Acaju e os cantores Diogo Nogueira, Ellen Oléria e GOG se reúnem nesta quarta-feira, às 20h, em show beneficente na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. 

A apresentação "Fraternidade ao Haiti" integra o evento de lançamento do Fórum de Biodiversidade das Américas, que ocorrerá em julho. 

A entrada para o show será feita via comprovante de depósito a partir de R$ 30 em conta aberta para arrecadar fundos para o Haiti (Caixa, Ag. 647, Opção 003, Ct. 600-1). 

Classificação indicativa livre.

GOG muito aplaudido na 2° CNC!





Portal Rap Nacional 2010
Ritmo e Poesia na internet


GOG muito APLAUDIDO na 2° Conferência Nacional de Cultura


No mesmo mês que o Poeta do Hip-Hop completa seus quarenta e cinco anos de maturidade, de correria pelo certo e de luta pela revolução e contra as elites opressoras, ele teve uma participação considerável na 2° Conferência Nacional de Cultura, sendo convidado pelo excelentíssimo Ministro Juca Ferreira e pelo secretário executivo Alfredo Manevy, para ocupar uma cadeira de notório saber no Conselho Nacional de Política Cultural.  GOG aceitou o convite, condicionando-o, a abertura das negociações para a criação de uma cadeira de hip hop no Conselho, o que será um marco nas políticas publicas para o movimento.

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Na abertura da CNC, teve um discurso muito aplaudido e uma fala redundante de valorização da cultura livre e justa, da flexibilização do direito autoral. Falou também da questão racial e da necessidade de uma reparação histórica. Para encerrar a Conferência, GOG e a Banda MPB Black levantaram os presentes com sucessos do show  Cartão Postal Bomba! deixando todos(as) cheios(as) de orgulho e se sentindo representados(as) dentro do Ministério da Cultura!

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Texto: PESO – Periferia Soberana
Fotos:Pedro França/MinC

16 Março 2010

Tropa de Elite 2 contrata 'consultores do crime'!

"Elenco recebeu dicas de comportamento e linguagem de criminosos.
Instrutor, ex-traficante, trocou tiros com ‘capitão Nascimento’ na vida real."

Por Aluizio Freire

O capitão Nascimento, personagem interpretado pelo ator Wagner Moura no filme 'Tropa de elite', vai ter que enfrentar uma quadrilha muito bem preparada. Para reproduzir com tintas de realidade um confronto entre traficantes e policiais, a produção do diretor José Padilha foi atrás de pessoas “formadas” pelo cotidiano violento das favelas. As cenas para o “Tropa de elite 2”, que deve estrear em agosto, prometem deixar o público de cabelo em pé.


O principal instrutor das cenas, que passa orientação ao elenco de apoio sobre a postura e gírias usadas pelos traficantes, é Alexandre Santos Rodrigues, 36 anos, mais conhecido como o rapper MC Jovem Cerebral. Ex-presidiário, ele, que já foi assaltante e fez parte de uma facção criminosa, recebeu o aval de Padilha para formar a “quadrilha” que ataca policiais nos morros e lidera uma rebelião em um presídio.

Diante do elenco, Alexandre explica que traficantes da maior facção criminosa do Rio costumam vibrar com uma conquista ao invadir uma comunidade rival, matar policiais ou sair ilesos de uma perseguição com a seguinte frase: “É nós!”. Para Alexandre, isso é usado muitas vezes como um verdadeiro grito de guerra.

Os integrantes desse bando também podem ser identificados pelas roupas que usam, de duas grifes esportivas famosas, mas sobretudo pelo linguajar, gestos e expressões faciais. Um policial infiltrado na quadrilha que esteja desinformado desses pequenos detalhes pode ser facilmente descoberto. Um erro fatal.


Ele lembra ainda que, dentro dos presídios, o comportamento e informação sobre de que favela saiu são detalhes determinantes para que o preso não caia na galeria dos rivais e seja assassinado.

Uma das cenas foi filmada em um cenário de 500m² que reproduz o presídio Bangu I, no Rio. O espaço, construído especialmente para a produção, levou dois meses para ser erguido e contou com cerca de 40 profissionais.

Cidade partida

“É um grande desafio fazer esse trabalho. Contribuo com a minha vivência para ajudar os atores a interpretarem uma realidade dura e que exige muita força para transmitir o que significam essas cenas de violência. Infelizmente, ainda vivemos numa cidade partida, e, nesse jogo, cada um deve saber de que lado está no tabuleiro”, afirma, num discurso que lembra o tom proposto pelo roteiro do filme.

Outros atores, que participam do elenco de apoio, reforçam seus conhecimentos da vida em comunidades para emprestar mais realidade às interpretações. É o caso de Diego Barbosa, 22 anos, que interpreta um traficante. Nas filmagens realizadas no início de fevereiro no Morro Dona Marta, em Botafogo, Zona Sul, onde mora, ele passou por um grande cerco policial e ataque de helicópteros. Mais de cem pessoas estavam no set, entre atores, equipe e figurantes.


“Saí por uma janela, correndo, enquanto atiravam em cima de mim. Moro no morro mas não sou bandido, nunca fui. Eles corrigiram minha postura várias vezes. Até o jeito de andar, de correr e o modo de carregar o fuzil. Ainda me maquiaram para eu ficar com cara de pernoitado”, conta o rapaz, que perdeu o irmão, que era traficante, assassinado aos 18 anos, além do pai, morto por um grupo de extermínio na Baixada Fluminense.

À espera de uma oportunidade

“Quero ter uma oportunidade, conseguir um trabalho e comprar minha casa. Vida de bandido não é boa para ninguém. Se aquelas cenas fossem reais, os policiais não teriam errado. Eu teria virado peneira com aqueles tiros todo”, afirma Diego.

Quem também aproveitou a experiência para fortalecer o personagem foi o ator Deiwis Jamaica, 30 anos, que passou por comunidades de Realengo, na Zona Oeste, e Cidade Alta, no subúrbio. “Fui assediado muitas vezes pelo mundo do crime. Graças a Deus, resisti, saí disso e busquei um espaço que me orgulho, com meu trabalho honesto. Sou um bandido no filme, não precisei entrar para o crime para isso”, afirma Jamaica, que participou de cenas fortes durante as filmagens de rebelião no presídio.


Alexandre, o Jovem Cerebral, foi chamado por Padilha desde o início das filmagens do primeiro "Tropa de elite". Durante uma das reuniões, reconheceu Rodrigo Pimentel, capitão reformado do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e roteirista do filme.

Na conversa, descobriram que estavam de lados opostos em 1994. Na época, quando fazia parte da quadrilha de traficantes do Morro da Mineira, Catumbi, Centro do Rio, Jovem chegou a trocar tiros durante as incursões do Bope na favela. Ao bater datas e horários, os dois descobriram que Pimentel estava em muitas daquelas operações. Amigos, Pimentel cita Jovem como exemplo de recuperação de quem saiu da vida do crime.

Fora do set de filmagem, Jovem dedica-se ao seu trabalho como vocalista da banda Stereo Maracanã, que mistura influência black, levadas de hip hop e muita percussão. O grupo já se apresentou em casas de shows na Alemanha, Holanda, França, Bélgica e cidades da Inglaterra.

Fonte: G1

13 Março 2010

Emblema Entrevista: MC Marechal " Um Só Caminho"

Por Sinal - Emblema!

"Salvaaa.. e ai cabras!
finalmente tamos com a entrevista pronta , depois de alguns dias, é só chegar pra conferir com enorme satisfação essa colaboração voluntária do Mc Marechal acreditando na proposta verdadeira do Emblema um só!!"

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Fonte: Emblema

12 Março 2010

Confira: Perfil com Mano Brown e KL Jay!

"Com o discurso desafiador do Racionais e a língua afiada que lhes é tradicional, Mano Brown e KL Jay mostram porque estão entre as figuras mais importantes do rap nacional"

Por Bruno Mateus - Ragga



“Mano Brown e KL Jay vão tocar em BH. Parece que vai rolar uma entrevista”, disse a editora Sabrina. Segundos depois, não pude evitar a imagem de Mano Brown de cara fechada, braços cruzados e bigodinho feito com precisão matemática. E não por acaso. Avesso a entrevistas e exposição, ele, assim como o resto do grupo, foi coberto, na última década, por uma cortina de mistério e curiosidade.

Pedro Paulo Soares Pereira, como o rapper e vocalista Mano Brown foi registrado, e Kleber Geraldo Lelis Simões, o DJ KL Jay, são integrantes do mais respeitado e influente grupo de rap do Brasil, o Racionais MC's, que ainda tem os MCs Edy Rock e Ice Blue na formação. Fundado no final dos anos 1980, o Racionais ficou conhecido em todo o país com o álbum ‘Sobrevivendo no Inferno’, de 1998. Prêmios na MTV e clipes na programação da emissora alavancaram a venda de discos e deram prestígio ao quarteto.


Desde então, muito se fala sobre a postura do grupo, que evita ao máximo estar sob os holofotes da grande mídia. Depois de sete anos sem lançar material inédito – o último foi o álbum duplo ‘Nada como um dia após o outro’, de 2002 –, e há pouco mais de dois sem vir a Belo Horizonte, o Racionais está gravando o próximo CD, ainda sem nome, previsto para o primeiro semestre deste ano. Morador há 34 anos do Capão Redondo, uma das periferias mais violentas do país, o vocalista do Racionais se diz um sobrevivente do inferno, ainda que, segundo o próprio, estejamos vivendo nele. KL Jay mora no Tucuruvi, região norte de São Paulo.

Às 17h de uma terça-feira de costumeiro calor de janeiro, o fotógrafo e eu saímos da redação da Ragga rumo ao aeroporto de Confins. Lá nos encontramos com os DJs e produtores Rodrigo Xeréu e Vítor Sobrinho, e o também DJ Zeu, responsáveis pela vinda da dupla do Racionais a Belo Horizonte. Duas horas e meia depois, Mano Brown e KL Jay, acompanhados do rapper Dom Pixote, pisaram em solo belo-horizontino. KL Jay comprou castanha, amendoim e passas, tudo misturado, como se fosse pipoca, e nos ofereceu. Quando eu ainda tinha alguns amendoins na palma da mão, entramos no carro. Nesse momento, começara uma jornada de quase 12 horas com o vocalista e o DJ do Racionais. Tempo suficiente para falar sobre violência, futebol, educação, cultura e arte e apagar da cabeça a tal imagem do sujeito de cara amarrada, braços cruzados e bigodinho.

Como vocês se conheceram?

Mano Brown: Foi através de um amigo chamado Milton Sales, que virou empresário do grupo. KL Jay estava produzindo uma fita demo. Edy Rock era o cantor. Blue e eu chegamos lá... Essa história é longa... Da primeira vez, eu e Blue, na plateia, vimos KL Jay e Edy Rock se apresentando e a gente já se interessou. A gente não se conhecia e vimos eles [KL Jay e Edy Rock], tocamos e gostamos da figura, do estilo, do som. Até então a gente não se conhecia.

O rap do Racionais tem compromisso com o quê?

MB: Com nós mesmos, nosso coração, nossas verdades. Com a verdade acima de tudo, morou? Compromisso com a verdade e quem acredita em nós.

Ser considerado a voz da periferia o incomoda?

MB: Não me incomoda, mas não sou a voz, sou uma das vozes. Acho que a maior revolução daqui pra frente é todo mundo assumir sua carga de responsabilidade. Essa é a verdadeira revolução daqui pra frente.


Mano Brown já declarou que o verdadeiro público do grupo é o público da periferia. É constrangedor saber que as classes média e alta também consomem a música de vocês?

KL Jay: A música chega para quem quiser ouvir, é igual ao ar, ela vai pelo ar. Não dá para impedir um cara de classe média alta de ouvir a música, gostar e até se identificar e sair cantando.

MB: Constrangedor não é. Mas é curioso, porque você tenta se colocar no lugar do cara, de onde ele vem, o que ele é e o que sente ouvindo aquilo ali. Uma coisa é um cara do nosso meio, da nossa raça, do nosso convívio, e outra é um cara que não tem nada a ver com você. O que será que passa pela mente dele? É curioso.

2010 é um ano importante para a política e o futuro do país. O que vocês estão achando do governo Lula?

MB: Não é perfeito, mas é o melhor que tivemos até hoje. É um governo mais humano.

Passa pela cabeça do grupo, ou de vocês dois, fazer campanha para alguém?


KLJ: Essa fase já foi.
Brown: Apesar de a gente sempre fazer campanha, mesmo involuntariamente. Antes de ser conhecido, a gente já fazia por conta própria, sem ganhar nada, sem reconhecimento nenhum. A gente nunca negou voz nessa parte política.

Algumas pessoas dizem que as letras do Racionais só tratam de violência, periferia, crime. Por outro lado, vocês falam muito sobre fé e esperança.

MB: Claro. Não existe assunto obrigatório, o rap não pode estar preso a um assunto só, nem a dois ou três. O rap tem que falar da vida. Quando a gente fala de periferia, as pessoas se apegam na violência da ideia, mas a gente fala de vida, e não violência, mas é a violência que chama as pessoas.


Voltando do aeroporto, comentam sobre a beleza das garotas de Belo Horizonte e de como a cidade se parece com a periferia de São Paulo na década de 1970.

Como foi apresentar o Yo! Rap na MTV?

KLJ: Foi muito bom, uma época que fortaleceu bastante o rap no Brasil. Tinha muita gente em evidência: 509-E, Sabotage, Xis, SNJ, RZO, Racionais, todo mundo fazendo show, várias festas. O Yo! ia cobrir festas e shows em vários lugares. Eu tinha uma sintonia muito boa com a diretora do programa, então fluiu.

No show de hoje, por exemplo, vocês chegam com tudo já programado?

KLJ: Tudo improvisado. Tem sido assim há tantos anos já, né?
Brown: Desde que o Racionais existe.

O último álbum de inéditas do Racionais foi em 2002 e teve o ao vivo em 2006. Por que esse hiato de sete anos?
MB: Natural, nada calculado nem planejado, foi natural mesmo. O tempo passou rápido.


O motorista dá um cigarro de palha para Mano Brown, que me pede o isqueiro e diz que quer comprar a coleção inteira do Clube da Esquina. “Quero comprar os CDs desses caras aí, quero a coleção inteira.” Logo em seguida, começa a cantar ‘Nada será como antes’, de Milton e Ronaldo Bastos. “Qualquer hora e qualquer direção, sei que nada será como antes, amanhã... Que saudade de tantos amigos, amanhã e depois de amanhã...” (sic)

Você gosta de muita coisa antiga, né?

MB: Ah, as coisas boas de música é “das antiga” né, cara? Coisa nova tem também, as melhores são inspiradas nas coisas velhas, desde o rap até Amy Winehouse.

Vocês têm vontade de morar em outros lugares fora de São Paulo?

MB: Tenho. Gosto de Belo Horizonte, Curitiba e interior do Paraná, por incrível que pareça, eu gosto.
KLJ: Amo São Paulo, sou apaixonado por São Paulo, gosto pra caralho de São Paulo. Puta que pariu! Mas moraria, talvez, em Salvador. Um outro lugar que moraria é Nova York, com certeza por ser parecida com São Paulo, é uma São Paulo melhorada, mas não está nos meus planos. São Paulo é foda. O que mais? Costa do Marfim, na África. Vi umas fotos, mano. Sensacional. Me falaram que o povo lá é receptivo, tranquilão. República Dominicana, iria lindo pra lá.

Pergunto se eles conhecem a Rádio Favela. “Quando estava começando, nós viemos. Jogamos lá no campo, quando [a rádio] era piratinha ainda. Agora tá bom né, mano?”, pergunta Mano Brown, que começa a contar a história de um amigo que deixou cair Super Bonder na calça. Manchou toda. “Ele ficou nervoso demais. É a calça mais nova que ele tem.” Por volta de 20h30, chegamos ao hotel. Meia hora depois, assustadoramente famintos, fomos jantar em uma churrascaria pelas redondezas. Comemos e falamos sobre música. Mano Brown comparava Jorge Ben e Tim Maia e KL Jay não queria conversa. Após estarmos todos satisfeitos, paramos na porta do restaurante para bater papo e fumar um cigarro.

Como você vê a produção do rap no país?

MB: Cada estado tem suas características. Brasília tem uma característica, São Paulo tem outra. Zona Leste de São Paulo tem um estilo, Zona Norte tem outro. São Paulo é grande, é quase um país. Você não tem só um estilo de música, as regiões são distantes umas das outras. Cada uma tem uma influência diferente da outra. Isso não quer dizer que você vai dividir o bagulho e inventar um rótulo.

E quando o rótulo acontece na música do Racionais?

MB: Racionais é antirrótulo. A imprensa cria os rótulos. Ela cria para ter domínio, controle sobre aquilo. A crítica especializada de música cria muito rótulo.

Depois de alguns tragos, fomos para o carro pegar o caminho de volta ao hotel. “Isso aqui tá uma bagunça”, diz o fotógrafo, culpando sua profissão pela desordem do carro. “Tá precisando trocar as buchas da suspensão, hein”, diz KL Jay, tranquilo, após passarmos por um quebra-mola.

Espera-se do rap e do rapper uma postura crítica, rebelde. Você acha que necessariamente tem que se esperar isso?

MB: Quando você faz o que se espera, mata o movimento. Não pode ser previsível. Se o Exército vai invadir um bagulho, ele avisa antes? É igual esperar o Racionais fazer A, B e C, e o Racionais fizer A, B e C, certinho, igual os caras querem. Aí acabou o Racionais, é o caminho mais curto para acabar: um grupo previsível.

O que você curte fazer quando não está trabalhando com música?

MB: Costumo ficar na favela com os caras, trocando uma ideia, curtindo um som. Beber, eu bebo muito pouco, fico mais conversando mesmo. Trabalho pensando e penso trabalhando.

Quando o ‘Sobrevivendo no inferno’ alcançou aquele sucesso imenso e vocês ganharam uma porrada de prêmios na MTV, em 1998, vocês foram receber os prêmios e o seu discurso foi um tanto quanto raivoso. Era um momento para falar muita coisa para muita gente escutar?

MB: Ah, aquele momento era importante, não tem como negar, era o momento. Não para o Racionais, mas até para o Brasil. Muita coisa não se falava num momento daquele. Para nós, era uma final de Copa do Mundo, mano. O Pelé, quando fez o milésimo gol, falou das crianças, é a mesma coisa.



Por volta de 23h, deixamos Brown e KL Jay no hotel. O próximo encontro seria no camarim da boate em que os dois se apresentariam. Nesse ínterim, eu e o fotógrafo sentamos em um café para bater papo. Quando a terça-feira já ficava para trás e a quarta anunciava sua primeira hora, entramos no local, que já estava lotado. Às 2h, Brown e KL Jay chegaram ao camarim, que era invadido pela música da boate. Enquanto KL Jay vidrava os olhos no seu laptop, sentei-me ao lado de Mano Brown para mais uma conversa. Ainda que o barulho atrapalhasse bastante.

Tem muita gente que está aqui por sua causa. É difícil lidar com essa expectativa do público?

MB: Acho que meu foco é o som, a música. Meu compromisso é no coração, meu. Onde estou, estou com o coração .

Você falou que o compromisso da música do Racionais é com a verdade, com o coração.

MB: Com Deus, primeiro.

Qual é o papel da religião na sua vida?

MB: Sou um cara que tenho fé nas boas atitudes, na união, fé em Deus. Acredito que Deus é isso, é união, música bonita, criança sorrindo, uma árvore que está sendo plantada.

Vocês sempre foram muito arredios com a grande mídia [desde que foi lançada, uma revista nacional especializada em música tentou uma entrevista com Brown, que só foi realizada em dezembro do ano passado]. Por que vocês tomaram essa atitude?

MB: Não era interessante na época, não ia somar. Nosso foco era outro. A gente sabia o que queria e não era aquilo, não estava nos nossos planos.

Você quer mudar isso?

MB: Não quero mudar isso não. Só faço o que quero. Só o que for conveniente.Tenho o direito de querer ou não.

Muitos podem achar que é antipatia e até arrogância.

MB: Podem achar, não pega nada, nada pessoal. Sabe uma coisa que dá para colher disso tudo? Dinheiro. Ou orgulho. Quero ter os dois intactos. [risos]

Até que ponto o dinheiro é importante na sua vida?

MB: No mesmo ponto que é importante na sua e na de todo brasileiro: sobrevivência. Dinheiro parado fede, tenho essa filosofia. Não acho que ganhá-lo é errado. Dinheiro parado fede, tem um cheiro estranho.

O que te irrita no mundo da música?

MB: Não tenho nada em mente agora não.

O Santos [Futebol Clube] te tira do sério?

MB: [risos] Já me fizeram essa pergunta.

E a resposta é a mesma?

MB: [o olhar de Brown se perde no camarim] Fiquei disperso de uma hora para outra, por que será? [risos]

O que o Santos representa para você?

MB: Meu primeiro amor. Eu nem sabia beijar e já gostava do Santos. Vou a todos os jogos.

E a Seleção?

MB: Não acompanho muito não. Não me preocupa a seleção, não sei porquê.

Você conhece o Pelé?

MB: Não.

Tem vontade?

MB: Tenho. Pelé botou o Brasil no mapa. Quando o Brasil foi campeão da Copa [de 1958, na Suécia], Brasil, Bolívia e Chile eram a mesma coisa, ninguém conhecia o Brasil.

O que mudou de Pedro Paulo Soares Pereira para Mano Brown?

MB: Pedro é o nome pelo qual meus amigos mais antigos me chamam e Brown é o nome pelo qual me chamam nos últimos 20 anos. Aí perguntam: Mas é o mesmo cara? Não é dupla personalidade não, é uma só. Não é como o Bruce Wayne e o Batman, não é isso não.

Você é saudosista?

MB: Sou saudosista, mas sou futurista também.

Como você se imagina daqui a 10 anos?

MB: Cabelo quase todo branco, um pouco mais preguiçoso, tipo Dorival Caymmi.

O momento esperado se aproximava. Gravador desligado, fim de papo. Após ver um forte show de KL Jay e Mano Brown, acompanhados de Pixote, tudo o que eu queria era pegar um táxi, chegar em casa, tomar uma ducha e cair em sono profundo. No dia seguinte, passei rapidamente pela redação da Ragga e, ao meio-dia, já estava na porta do hotel. Mano Brown e KL Jay desceram quase uma hora depois. Eu, fotógrafa (sim, o profissional atrás da lente mudou, assim como seu gênero) e KL Jay fomos juntos no carro. Se na noite anterior o DJ estava caladão, no trajeto até Confins aconteceu o contrário. Quando falávamos sobre ditadura, revolução e educação, KL Jay começou a disparar:



É difícil falar para um moleque da periferia que existe um caminho a ser trilhado que é bom e que ainda há esperança?

KLJ: É difícil. Você não está lá com ele. Você fala com ele através da música, mas tem o dia a dia, né? Do mesmo jeito que é difícil para um moleque rico que tem os pais ausentes, loucos, drogados e que tem uma mentalidade de igualdade, ver os seus próximos terem ideias preconceituosas e racistas. Vários ricos se drogam e são viciados por não terem esse carinho, esse diálogo. É o amor que vai mudar tudo. Espiritualmente falando, é o amor que muda. Materialmente, é a educação.

O que você tem escutado?

KLJ: Vou falar uma coisa que estou escutando muito: John Coltrane. Sensacional. Ele devia gostar muito de sexo, porque o vejo tocando, a loucura que é ele tocando, é como duas pessoas terem uma puta atração uma pela outra e estarem ali juntas. E outras coisas também: Jay-Z ouço todo dia. Para mim, ele representa o progresso. Quando crescer, quero ser igual a ele.

Tem muita divergência musical no Racionais?

KLJ: Um pouco, você viu ontem [no jantar, quando, numa discussão sobre Jorge Ben Jor e Tim Maia, Mano Brown, apesar de gostar de ambos, disse preferir Jorge.], né? [risos]

[risos] Por isso pergunto.

KLJ: Ele [Brown] tem a opinião dele e eu tenho a minha e nunca vai haver um consenso. Eu amo Jorge Ben Jor do mesmo jeito que amo Tim Maia, não dá para falar quem é melhor, não dá. Quem é o rei do futebol? Pelé, mas tem gente que acha que o Garrincha é melhor. Tudo bem.

Chegamos em Confins. Faltam 45 minutos para o avião decolar. Novo encontro com Mano Brown.

Você já teve medo de ser assassinado, como Malcom X, Martin Luther King, Tupac e Sabotage?

MB: Não tenho essa brisa não, mas é um lance que os que oferecem perigo convivem com isso de alguma forma. Quem carrega o piano, dá a cara pra bater, convive com isso.

Concorda que você seria um alvo?

MB: Se eu andar moscando, vacilando, talvez. Todo cara que põe a mão na ferida sabe o risco que corre. É como assaltar um banco. Você não trabalha sem a possibilidade da morte, não existe isso.

Qual é a sua opinião em relação à legalização das drogas?

MB: Já existem várias drogas legalizadas, as piores já são legalizadas. Faltam duas ou três, as outras todas já são. Tem que haver uma revisão geral, as leis no Brasil parecem muito antigas.

E qual é a responsabilidade do usuário?

MB: A primeira responsabilidade do usuário é com ele mesmo, com a própria saúde, com o tempo. A Bíblia fala que o corpo do Homem é o templo de Deus. A primeira política do usuário é interna, causar uma rebelião interna e ele vai ver que não está bom. Agora, no coletivo, se é que existe campanha antidroga no coletivo, cada usuário usa por um motivo.

Quem é ou o que é o playboy para você?

MB: Você não vai achar um termo. A cultura playboy existe, e pode ser até pobre. Às vezes é um rico, mas que sabe se posicionar no meio de qualquer um e qualquer lugar. Ou pode ser um classe média ou um cara quebrado, mas tem problema com certas pessoas e classes, e aí é uma atitude de playboy porque é seletiva, elitista, segregadora, medrosa. O playboy é que tem essa atitude, a cor dele e quanto ele tem no bolso eu já não sei, entendeu? [risos].

Você já sofreu muito com o preconceito?

MB: Ô, mano, já sofri preconceito de cor.

Dentro da periferia também?

MB: Dentro, pode ser, mas a maioria das vezes sofri fora. Na periferia, os caras que nem eu são a massa, são todo mundo. É uma pátria, um país.

Pausa para um lanche rápido. O voo sai às 15h. São 14h30.

Você é realmente um sobrevivente do inferno?

MB: Sou, mas o inferno está aí, o inferno continua. Tem muitos vivendo no inferno neste exato momento.

Te dá vontade de fazer alguma coisa em relação a isso?


MB: Acho que essas coisas são como acreditar em Deus, são as pequenas coisas. Não é só atrás de um balcão de uma ONG, nem cortando fita, inaugurando evento. São pequenas coisas, pequenos pensamentos, onde você pode eliminar racismo, injustiça.

É possível eliminar o racismo no Brasil?
MB: É cada um tirar de si o racismo. É mais fácil administrar a si mesmo do que o Brasil. A mudança tem que partir de cada um.

O povo está preparado para isso?
MB: Vem se preparando, está chegando.

Você é um cara otimista?

MB: Sou otimista, claro. Pessimismo nunca, suicídio coletivo nunca, tipo Charles Manson.

Que maluco aquele cara, não? Viajou que a esposa [a atriz Sharon Tate] do diretor Roman Polanski estava grávida do filho do Satanás, como no filme ‘O bebê de Rosemary’. Ele orquestrou e mandou que integrantes de sua seita, a Família Manson, fossem à mansão de Polanski matar a modelo, que estava com outras três pessoas que também foram mostas e ainda disse que algumas músicas dos Beatles o haviam influenciado.

MB: O John Lennon era vivo ainda?

Sim. Isso aconteceu em 1969, os Beatles ainda estavam na ativa.

MB: O sonho não tinha acabado ainda.

O sonho nunca vai acabar.

MB: O sonho não acaba, mas o show termina.


Vídeo: Reviravolta Máfia – Conquista (2010)

Portal Rap Nacional 2010
Ritmo e Poesia na internet

Reviravolta Máfia – Conquista



Vídeo do novo single "Conquista", do EP de mesmo nome, lançado pelo bando do "R" ao contrário.
Direção: Erick12 e Man
Edição: Erick12
Captura de Vídeo: HRM
Produção Musical: Fex Bandollero

Entrevista completa com a banca no Portal Rap Nacional!

08 Março 2010

8 de março, 8 mulheres e 8 MySpaces! Feliz Dia Internacional da Mulher!

Hoje, Dia Internacional da Mulher não poderia de indicar o som e prestigiar o trabalho dessas guerreiras  do Hip Hop Nacional. Algumas pioneiras, outras começando agora, mas todas com seu espaço já conquistado no movimento, destacando-se em um movimento onde o gênero predominante é o masculino. Coloquei trechos de suas biografias, mas a intenção é que todos acessem seus perfis no MySpace para conhecê-las melhor, aproveitando para escutar a mensagem que elas passam através da música!



Nega Gizza

"Giselle Gomes Souza, ou Nega Gizza, nasceu em Brás de Pina, subúrbio do Rio com o discurso afiado e a voz firme, Gizza teve (e tem) talento e rimas de sobra para garantir um ambiente onde, até então, há apenas vozes masculinas. Filha de empregada doméstica a sete anos, vendendo refrigerantes e cerveja com seus irmãos no centro do Rio Quando parou de estudar na sétima série, por não conciliar o trabalho com o estudo, Gizza queria ser jornalista. Aos 15 anos, quando ouviu uma música rap pela primeira vez, imediatamente se identificou com o estilo musical. Tendo perdido seu irmão, Márcio, morto pela polícia aos 27 anos, Nega Gizza foi "adotada" por MV Bill e sua irmã, que a convidaram para participar de sua banda como backing vocal. Em 2001, Gizza venceu o Hutuz - o mais importante prêmio de rap da América Latina - na categoria "Melhor Demo Feminino." Seu primeiro CD teve um time de primeira na produção Zégon (o DJ Zé Gonzalez do Planet Hemp, que também trabalhou com Xis), DJ Luciano, Dudu Maroto (dono do selo Muquifo Records), MV Bill, Gustavo Nogueira e Daniel Ganja Man (Coletivo do Instituto de São Paulo).  Em seu álbum 'Na Humildade', lançado em 2002, Nega Gizza mostrou que as mulheres também podem ter espaço em um mercado dominado por rappers do sexo masculino, e sua voz forte pode abrir o caminho para toda uma nova geração de vozes femininas. No mesmo ano lançou o seu primeiro vídeo, prostitutas..."

Mais sobre Nega Gizza em:  www.myspace.com/negagizzarap




Lurdez da Luz 

"Depois de atravessar a última década portando um dos microfones do Mamelo Sound System e participar de projetos como o 3namassa, Lurdez da Luz embarca em seu primeiro voo solo botando na rua homônimo um belo EP. O burburinho que Lurdez estaria preparando um disco de amor se confirma já na audição da primeira das nove faixas do EP, quando Acompanhada por toques de tambores a moça anuncia: "esse é meu produto, é interno e bruto". O disco que brotou do desejo de falar de amor de maneira plural, mais dignidade e fazer com que tem se ouvido por aí, explora com talento as nuances da condição feminina em muitas das suas Possibilidades várias..."

Mais sobre Lurdez da Luz em: www.myspace.com/lurdezdaluz



Vera Veronika

"Integrando e Militando no movimento cultural HIP-HOP desde o ano de 1992, VERA VERONIKA atua como Rapper, Pedagoga, Palestrante e Produtora de eventos culturais, voltados ás comunidades carentes, jovens em estado de risco, questões raciais e de gênero e Projetos Sociais. Seu 1º trabalho solo, intitulado (VERA VERONIKA CANTA MPB-RAP - Música p/ o Povo Brasileiro em Ritimo e Poesia) com 26 faixas, entre musicas e interlúdios, teve variadas participações como GOG, X (Câmbio Negro), DINO BLACK, DJ RAFFA , R-DY, REI (Cirurgia Moral), entre outros nomes do RAP NACIONAL. Juntamente com a música desenvolve um trabalho social com sua mãe Diana e sua irmã Angélica, coordenando um lar com 28 crianças, em idade de 0 a 16 anos intitulado RECANTO DA PAZ situado em Valparaíso/GO. A renda para desenvolver este projeto provém de artesanato fabricado por elas e comercializados na Feira de Artesanato da Torre de TV de Brasília, da ajuda de amigos e de shows e palestras da cantora, pois o lar não tem vínculos e/ou auxílio governamental. Mestre em Educação, Pedagoga e Educadora, desenvolve o projeto Rap e Educação (O Rap como instrumento pedagógico no cotidiano do jovem de periferia). Desenvolvidos por meio de palestras. A grande luta da rapper é pelo resgate e autovalorização dos jovens evadidos das escolas, em estado de risco, em gangues, prostituição infantil, menores infratores e questões de gênero e raça..."

Mais sobre Vera Veronika em: www.myspace.com/veronikabrasil



Lívia Cruz

"Lívia Cruz é o nome artístico de Lívia Fontoura Silva Cruz (Recife, 11 de outubro de 1985) que canta, rima, versa e compõe desde os 14 anos, quando já participava de grupos de rap iniciantes em sua cidade natal. Ainda adolescente, mudou-se para o Rio de Janeiro, o maior berço cultural do país em busca da profissão. Foi no trabalho com o Coletivo Brutal Crew, que gravou sua primeira música, "Viúva Rainha", de produção do DJ Babão, indicada em 2003 ao prêmio HUTÚZ, o maior Festival de Rap com premiação da América Latina. Em 2007, Lívia foi indicada novamente, com música de "Mel e Dendê". Consagrou seu estilo único na Mixtape Rotação 33, lançado em CD e DVD em 2008 pelo DJ KL Jay. Recentemente, veio morar na capital do país Para produzir o primeiro disco solo. E com o videoclipe da música "A Cartomante", uma das faixas deste novo trabalho, concorreu ao bloco Garagem do Faustão passando para uma segunda fase, atingindo 60% de aceitação do público do programa e várias matérias jornalísticas..."

Mais sobre Lívia Cruz: www.myspace.com/liviacruzoficial



Nathy MC

"Nathalia Valentini Lissa é uma artista paranaense que carrega no peito sem influências das cores, dores e amores da ruas de Curitiba. Mas foi na Bela Vista, São Paulo, que uma bela MC de 25 anos, encontrou uma oportunidade de desenvolver o projeto mais importante de sua vida e carreira: a gravação de seu primeiro disco solo. Quase uma autobiografia, carrega o nome e a alma da talentosa rimadora: Nathy MC.. Composto por 11 faixas repletas de pesquisa musical arranjos, bons e composições, o disco conta com uma ajuda de parceiros de ponta nas produções, entre eles os DJs Soares e Caíque, os Produtores Nel Sentimentum e Prof , além dos MCs Ogi, Emicida e Lurdez da Luz..."

Mais sobre Nathy MC em: www.myspace.com/nathymc



Flora Matos


"Flora Maia Matos nasceu em Brasília/DF no dia 18/11/1988. Criada por uma família de artistas, aos 4 anos de idade já subia aos palcos da banda "Acarajazz", formada pelo compositor Renato Matos (seu pai). Influenciada pelo reggae, dub e ragga de seu pai, passou a se interessar também por Racionais MC's, Dina Di, Sabotage, etc. Em 2006, Flora Matos fez shows solos ao lado de Dj Brother e recebeu o premio de melhor cantora do ano em Brasília. Em 2007, expande sua carreira em São Paulo. Grava em um remixe da cantora Céu, produzido por Dj Kl Jay, e inicia a produção do seu primeiro CD com Dj King. O disco contará também com a participação de Kl Jay , Mano Brown, Edi Rock, e grandes nomes do RAP nacional..."

Mais sobre a Flora Matos em: www.myspace.com/floramatosmc



Dina Di

"Março de 1995 ... na cidade de Campinas, surge no cenário do Rap ... Dina Di, com sua primeira música de trabalho, "Confidências De Uma Presidiária", que relata o dia-a-dia do sistema carcerário feminino. Essa música foi a porta de entrada para o Hip Hop Nacional, ou seja, o primeiro grande passo de uma longa caminhada! - 1996 ...Dina Di lança o single "Periferia é o alvo" acompanhado do vídeo-clipe "Irmã de Cela". Graças à boa aceitação do público e à sua disposição, deu-se início uma uma série de shows pelo Interior Paulista e pelo Brasil..."

Mais sobre Dina Di em:  www.myspace.com/visaoderua2008



Thaty (BelaDona)

"BelaDona um dos primeiros grupos de Rap feminino do D.F., lançou 2 músicas na coletânea lançada por Mano Mix, chamada 'Trilha Sonora Da Periferia', participou do projeto 'MÁFIA', do CD 'O Herdeiro' do Relato Bíblico cantando com Jamaika, participou também dos sons 'Ele só tinha 16', 'Vai Boy' e 'Gangsta é a Morte', com o grupo Voz Sem Medo, e o grupo ainda fez música com Vera Veronika, Caçadores de Harmonia, Face do Gueto, Falso Sistema, 3 Drão, Mente Aberta, Comunicação Racial, Hipnose, Fator X, Unidade Bass, Sobreviventes de Rua..."

Mais sobre Thaty e o grupo BelaDona em: www.myspace.com/belladonnarap



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